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Hudson: características, histórico e números do novo reforço do Cruzeiro

23, Dezembro 2016 | Por Redação

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Um antigo sonho do Cruzeiro foi concretizado. Hudson vestirá a camisa celeste na próxima temporada, o que era tão almejado pela diretoria há pelo menos um ano. Ele chega com o aval de Mano Menezes e vai disputar posição com Henrique, Ariel Cabral e Lucas Romero. Com 28 anos, o mineiro de Juiz de Fora chegou a ser capitão do São Paulo durante a temporada e disse ter sempre sonhado em atuar pelo time celeste

Hudson tem números que chamam a atenção, principalmente na questão do desarme e na saída de bola. No Brasileiro, por exemplo, ele teve uma das melhores médias, roubando 53 vezes a bola em 19 partidas. Além disso, ele tem poucos erros de passes. Foram 20 apenas nos jogos que disputou pelo campeonato nacional. Cartões? Também poucos. Só cinco amarelos, e nenhuma expulsão.  

Por ser um volante, Hudson também sofreu um número relativamente alto de faltas: 25 nas 19 partidas. Entretanto, no Brasileiro, o jogador cometeu 47 faltas em 19 jogos, uma média de 2,47 por jogo. 

Na Libertadores 2016, Hudson também se destacou nos desarmes. Em 14 partidas, realizou 48 intervenções, sendo o líder no quesito, ficando à frente de Mena (35) e companheiro no São Paulo e Caicedo (33), que agora será seu colega de Cruzeiro em 2017. O comentarista Henrique Fernandes, do Sportv, analisou as características do jogador.

– Hudson é um volante com características semelhantes as de Lucas Romero, mas com qualidade maior quanto ao posicionamento e maior estatura. Pode ser um bom substituto para o Henrique, mantendo o estilo de jogo do meio-campo cruzeirense, alterando menos a estrutura da equipe. Não é um volante de muita chegada à frente, guarda mais a posição, o que dá aos jogadores do ataque a segurança para recomporem com mais naturalidade, sem que o time fique exposto. Além disso, vem de uma temporada irregular, mas com ótimos indicativos no primeiro semestre, quando destacou-se nas roubadas de bola na Libertadores e chegou a ser capitão do semifinalista São Paulo.

Na temporada toda, Hudson fez 49 jogos, marcando um gol. Ele está no time paulista desde 2014, quando foi adquirido após boa passagem pelo Botafogo-SP. Para Marcelo Hazan, jornalista do GloboEsporte.com e setorista do São Paulo, o auge de Hudson no Tricolor foi na Libertadores deste ano. 

– O auge dele na Libertadores foi neste ano, ele foi muito bem. A torcida elogiava muito, principalmente pela raça e pegada no meio de campo, marcação, se desdobrava no meio de campo. Ele chegou a ser capitão no São Paulo. No segundo semestre, assim como todo o time, ele caiu de rendimento e não teve mais boas atuações como no primeiro semestre. Mas ele teve ótimo rendimento no primeiro semestre, caiu como todo o time no segundo semestre, teve uma lesão, perdeu a vaga no time titular e só no final conseguiu voltar. Ele faz sempre a função de primeiro volante, Thiago Mendes como segundo. Tem característica de marcação, não tem muita chegada à frente, não chega tanto para concluir. Não tem tanta qualidade de sair, com lançamentos longos, mas a principal qualidade é o desarme. 

Neilton

Para o jornalista Henrique Fernandes, Neilton não teria tanto espaço na equipe de Mano Menezes, já que o treinador tem muitas opções para o setor ofensivo. O jogador ficará por um ano no São Paulo e estendeu contrato até o fim de 2018.  

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Neilton estendeu o vínculo até o fim de 2018 com a camisa cruzeirense (Foto: Vitor Silva / SSpress / Botafogo)

 
– Apesar de ter feito o melhor ano de sua carreira no Botafogo em 2016, Neílton joga exatamente na posição de maior fartura de jogadores do elenco do Cruzeiro: meias-atacantes que atuam pelos lados. A frente dele nas observações do Mano e por desempenho, podemos citar: Rafael Sóbis, Alisson, Rafinha e Élber, que fazem este papel naturalmente. Além deles, Robinho, Marcos Vinícius, Willian e Arrascaeta também já chegaram a ser utilizados como meias abertos em algum momento. Neílton chegaria para essa disputa e dificilmente conseguiria mais espaço do que terá no São Paulo, um time em estágio inicial de formação, com muitos jovens e um novo treinador.

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