Enfermeira morre após fazer lipoaspiração em hospital de Montes Claros

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A enfermeira Rosiane Fernanda Costa Maia, de 37 anos, morreu neste domingo (8), dois dias depois de fazer uma lipoaspiração no Hospital das Clínicas Mário Ribeiro, em Montes Claros. Rosiane, que é natural de Belo Horizonte, era funcionária da Secretaria Municipal de Saúde da cidade, era casada com um policial militar da comunidade de São Pedro das Graças, e deixa dois filhos. 

Familiares informaram que a enfermeira deu entrada ao hospital na sexta-feira (6) para fazer o procedimento estético, e que horas depois da lipo, apresentou complicações. Ainda de acordo com a família, ela teve hemorragia interna, foi entubada e permaneceu no CTI do hospital, onde faleceu na noite de domingo.

A Secretaria de Saúde de Montes Claros confirmou o caso e informou que aguardava o laudo médico para investigar a causa da morte. A família não fez nenhum registro de ocorrência na polícia sobre o caso.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação do hospital, que em nota informou que “o Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro prefere não se manifestar publicamente. Mas que se solidariza com familiares e informa que prestou tudo o que foi necessário técnico e emocionalmente a família”.

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(Foto: Arquivo Pessoal/Facebook)

O corpo de Rosiane foi velado até à tarde desta segunda-feira (9), em Montes Claros, e em seguida foi para a comunidade de São Pedro das Garças onde foi sepultado.

O procedimento

O cirurgião plástico Marcelo Teberges explica que “a lipoaspiração é uma técnica para retirar o excesso de gordura localizada em diversas regiões do corpo por meio de sucção. O procedimento é feito com uma cânula fina que é introduzida na camada gordurosa. Essa cânula é ligada a um aparelho que suga de maneira controlada a chamada gordura”, afirma.

O profissional destaca ainda que a ocorrência de complicações cirúrgicas obedece a uma proporcionalidade de tempo, como em outros tipos de cirurgias. “Procedimentos cirúrgicos muito longos tendem a exposição maior dos riscos. Mas casos de morte em decorrência da lipoaspiração não são tão frequentes, mas existem. são poucas as histórias de parada cardíaca ou reações adversas à anestesia”, explica. 

Para a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), o número de mortes em lipoaspirações é baixo, cerca de três mortes a cada 100 mil cirurgias de lipo. A SBPC destaca ainda que não existem índices científicos e estatísticos de risco diferentes em comparação com as demais cirurgias. Mas que é preciso estar em alerta para complicações que o procedimento pode causar, como “embolia gordurosa (oclusão de pequenos vasos por gotículas de gordura), seroma (que é o excesso de líquido retido próximo à cicatriz cirúrgica, o que causa inflamação), hematomas, irregularidades de relevo cutâneo, infecção, e outros.” 

Fonte: Gazeta Norte Mineira

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