Novo prefeito de João Pinheiro fecha UPA em seu primeiro dia de trabalho e causa revolta

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Um fato surpreendeu os moradores de João Pinheiro na madrugada do último domingo, dia 01 de janeiro. O Prefeito Municipal Edmar Xavier em seu primeiro ato a frente do município decretou o fechamento da Unidade de Pronto Atendimento – UPA.

Uma atitude que causou revolta em parte da população. A Dona Chirley disse que já estava se acostumando em ter a UPA pertinho de sua casa. “Eu estava gostando do atendimento. Eu mesmo fui lá muitas vezes porque tinha parente da gente lá e agora fecha. Acho que ninguém está achando que isso está bom, ninguém pensava que o homem ia fazer isso e ele tem coragem de vir na porta da gente, pedir voto pra depois fazer isso.”

Já o Sr. Vilmar disse que por enquanto o local não tem estrutura para a UPA e que o ex-prefeito inaugurou por inaugurar. “Acho que por enquanto está certo, porque não tem estrutura para funcionar. O outro Prefeito só inaugurou. Agora se arrumar os aparelhos todos para funcionar lá é até melhor, mas por enquanto tem que sei lá porque não tem condições” – disse.

O Dr. Zé Matias disse que no quesito atendimento médico emergencial, aparelhagem e afins, ao longo dos seus 16 anos de atuação da medicina pode afirmar com 100% de certeza de que o que disponha na UPA era muito satisfatório para condução de emergência. “Acredito que nós estávamos diante de uma estrutura médica jamais vista em João Pinheiro e na região. Enfim com fechamento nós deixamos de ter organização com fluxo dos pacientes de consultas de emergência que deveriam ser atendidos na UPA e essa organização de fluxo seria muito benéfica para população por questões óbvias e o objetivo da administração anterior foi fazer localização do fluxo emergencial e infelizmente com o fechamento desta Unidade a gente perdeu por completo e isso é uma pena.”

Em uma conversa, o ex-prefeito Carlos Gonçalves deixou claro que lamenta muito o fechamento da UPA. Sabe da história, foi começada a sua construção no governo anterior, do Sergio Vaz, ele a construção, informou para o Ministério da Saúde que estava concluída, para que o Ministério pudesse ajudar equipar a UPA para ser inaugurada, contudo, o ministério, devido à crise, não teve condições de realizar esse trabalho. Ele conta que trabalhou muito juntamente com o Deputado Luiz Fernando, que colocou uma emenda para comprar os equipamentos, sendo que todos os equipamentos foram pagos à vista, e então fizeram a inauguração da UPA.

“Vimos alguns comentários, afirmando que a UPA não tinha alvará do Corpo de Bombeiros, não é verdade! Pois, nós fizemos todo o projeto do Corpo de Bombeiros, até porque é fácil, porque a UPA é um padrão nacional e o projeto é do Ministério da Saúde. Nós, também temos o atestado da Vigilância Sanitária para que pudesse abrir a UPA. A única coisa que faltava era o Raio X, pois nós não conseguimos comprar porque é mais caro. Mas em todo o Brasil estão sendo inaugurada as UPAs, inclusive, teve uma matéria a nível nacional à aproximadamente 15 dias atrás sobre a cobrança de abrir a UPA. Nós fomos notificados pelo Ministério que devíamos abrir a UPA, e Patos de Minas abriu também sem o Raio X. Então, nós desafogamos o Hospital Municipal, pois o Pronto Atendimento estava causando dificuldade. O nosso Hospital não foi preparado para atender urgência/emergência. Nós lamentamos muito está decisão da Administração, porque isso é um prejuízo para o município de João Pinheiro, porque nós temos o Pronto Atendimento no Hospital Municipal, contudo, o Município não recebe R$ 1,00 para o Pronto Atendimento.”

Ele conta que segundo informações do Ministério da Saúde, em julho do ano de 2015, com a abertura da UPA a cidade poderia receber até R$ 171 mil por mês. A UPA já está cadastrada no CNES – Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde faltava somente a próxima Gestão encaminhar o restante da documentação para que o Município pudesse receber. “Então, na realidade é um retrocesso administrativo, um retrocesso na qualidade de atendimento das pessoas, bem como na saúde das pessoas. Lamentamos muito, porque essa não foi uma decisão administrativa, no meu ponto de vista, mais sim política. E está trazendo prejuízo financeiro para o Município que vai deixar de receber uma verba que poderia estar recebendo. Nós estamos com a consciência tranquila de que não abrimos a UPA para trazer prejuízo e despesa para o Município, pelo contrário, pois o Município poderia estar recebendo recurso. Essa é a nossa posição e estamos à disposição da população. Deixo para a população avaliar.” Carlos Gonçalves.

Nossa equipe entrou em contato com o Ministério Público e segundo informações o ato não foi um pedido jurídico e nem possui liminar, sendo interpretado como um ato político do Gestor Público em exercício este fechamento.

Fonte: JP Agora

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