Acusado de matar a mulher estrangulada na Pampulha vai a júri popular

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Casal estava junto há 10 anos e relação era conturbada

A Justiça de Minas Gerais decidiu, nesta quarta-feira (17), que um homem acusado de matar a mulher estrangulada em setembro do ano passado irá a júri popular. O réu, Estevão Bruno Oliveira Silva, de 29 anos, ficará preso até o julgamento, que ainda não tem data prevista. 

 O crime ocorreu no bairro Jardim Alvorada, na Pampulha, no último dia 7 de setembro. Grazielle Serra Pereira, de 32 anos, foi estrangulada, por volta de 4h da madrugada, na própria cama. Silva confessou o crime e disse que foi “uma fatalidade”, por causa de uma traição da esposa. 

 Após cometer o crime, o suspeito saiu da casa de carro e deixou a filha do casal na casa de uma irmã dele e disse que “desgraçaria” a vida de Grazielle por ter descoberto uma traição dela. A mulher ligou para a irmã da vítima pedindo que ela fosse como Grazielle estava, já que o irmão tinha deixado a filha do casal na casa dela e feito a ameaça. A irmã encontrou Grazielle já morta. 

De acordo com a Justiça, sete testemunhas foram ouvidas e informaram que o casal estava junto há 10 anos e que tinham uma relação bastante conturbada. Familiares contaram que o acusado era muito ciumento e a mulher já tinha pedido o divórcio, porém ele não aceitava. 

Pela denúncia do Ministério Público de Minas Gerais, a ex-mulher de Silva poderia ter participado do crime já que teria o instigado a tomar uma atitude diante das traições. No entanto, a juíza do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, Âmalin Aziz Sant’Ana não viu indícios de participação da mulher e, portanto, ela não responderá por nenhum crime. 

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