Polícia Federal faz operação em BH na casa de comandante da PM no governo Pimentel

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Coronel Helbert Figueiró de Lourdes assumiu o Comando Geral da PM de Minas em janeiro de 2017 — Foto: Reprodução / TV Globo

A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta quarta-feira (24), uma operação no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na residência de um coronel reformado da Polícia Militar (PM).

De acordo com a PF, o coronel reformado Helbert Figueiró de Lourdes é investigado por tentar embaraçar ou obstruir mandados judiciais em decorrência da operação “Acrônimo”. Ele foi comandante-geral da PM no governo de Fernando Pimentel.

Coronel reformado foi comandante-geral da PM no governo de Fernando Pimentel — Foto: Reprodução / TV Globo

Ainda segundo a Polícia Federal, Figueiró avisava ao então governador sobre movimentação do efetivo da PF pela cidade, inclusive sobre voos da própria corporação com policiais que vinham de Brasília.

A investigação tenta descobrir como o ex-comandante-geral da PM obtinha informações dentro da PF. A operação desta quarta-feira, encerrada por volta das 7h30, foi feita com mandados de busca e apreensão. Os agentes deixaram o prédio carregando objetos e seguiram para a sede da Polícia Federal. Figueiró deve ser ouvido ainda nesta quarta-feira.

Procurado pela TV Globo, o ex-governador Fernando Pimentel não quis comentar sobre a operação da PF alegando desconhecer “totalmente o teor da mesma”, mas fez questão de dizer que nunca recebeu “informações privilegiadas” de quem quer que seja sobre assuntos da Polícia Federal.

Em março de 2017, o Diário do Legislativo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais registrou sessão durante a qual deputados comentaram que Pimentel seria concunhado de Figueiró, informação negada pelo ex-governador.

O advogado Eugênio Pacelli, que atende o ex-governador Fernando Pimentel, disse à TV Globo que não atua neste processo e que, por isso, desconhece qualquer informação a respeito do fato que motivou a operação da Polícia Federal desta quarta-feira.

Operação está sendo realizada na manhã desta quarta-feira, na residência do ex-comandante — Foto: Vladimir Vilaça / TV Globo

Entenda o caso

A apreensão de R$ 113 mil em um jatinho, em outubro de 2014, deu início às investigações da operação “Acrônimo”, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas eleitorais. Na ocasião, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou abertura de inquérito para apurar suposto elo com Pimentel.

No dia 7 de outubro de 2014, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 110 mil com passageiros de uma aeronave que pousou no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. De acordo com a corporação, o jatinho pertencia a uma empresa de táxi aéreo e estava com três passageiros, vindos de Belo Horizonte.

Residência do ex-comandante da PM, em Belo Horizonte — Foto: Vladimir Vilaça / TV Globo

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