Capelinha poderá ter 10 leitos de UTI para enfrentamento do COVID-19

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Fundação Hospitalar São Vicente de Paulo – Capelinha

O Governo Federal decidiu, na última semana, custear 1.018 leitos de enfermaria em hospitais de pequeno porte no interior de Minas Gerais. Outras 576 UTIs no estado também receberão verbas, neste caso para tratamento exclusivo da Covid-19. As informações foram publicadas pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (17).

Através de iniciativa da Fundação Hospitalar São Vicente de Paulo de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, foi requerido junto ao Ministério da Saúde e do Estado de Minas Gerais dez novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para o enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).

Segundo informações, a habilitação da unidade será por 90 (noventa) dias e contará com a parceria do Município de Capelinha, Municípios vizinhos, Ministério Público e Superintendência Regional de Saúde. 



O presidente da Fundação Hospitalar, Nicodemos Evaristo informou que o Governo do Estado já está distribuindo leitos de UTIS na região do Vale do Jequitinhonha, onde Diamantina já recebeu, Araçuaí também e Turmalina já tem garantidos 10 leitos, e para os outros restantes dos leitos que serão distribuídos pelo Governo, A fundação irá pleitear 10 deles. 

O presidente afirma ainda que a Fundação adquiriu  10 novos respiradores que auxiliará ainda mais na instalação destas UTIS. 

Após a pandemia, a Fundação Hospitalar pretende manter os leitos para atender a população capelinhense e da microrregião.

A Fundação criou a ALA do COVID-19 para recebimento dos pacientes atingidos pela doença.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), R$ 18,23 milhões serão destinados a leitos de enfermaria para cuidados prolongados, que já existiam na rede SUS, mas agora passam a funcionar como “retaguarda” em hospitais que não vão receber pessoas com coronavírus. A proposta é separar os pacientes para evitar a ocorrência de contaminação cruzada.

Esta estratégia faz parte do Plano de Prevenção de Contingenciamento em Saúde traçado pelo Governo do estado no início da pandemia. 72 cidades mineiras com leitos de hospitais de pequeno porte foram submetidos à habilitação no Ministério da Saúde, em locais onde a contaminação está mais acelerada, segundo a SES-MG.

Na publicação de sexta-feira, 23 hospitais tiveram os leitos habilitados nas seguintes cidades: Águas Vermelhas, Barão de Cocais, Carlos Chagas, Coluna, Felisburgo, Itambacuri, Jaboticatubas, Jacinto, Joaima, Machacalis, Cabo Verde, Ataleia, Campina Verde, Abaeté, Caetanópolis, Pompeu, Nova Era, Rio Piracicaba, Belo Vale, Sabinópolis, Novo Cruzeiro, Rio Vermelho, Rubim, São Domingos do Prata, Três Marias e Virginópolis.

Leitos de UTI

Na última sexta-feira (17), o Ministério da Saúde informou que habilitou, em todo o país, 1.297 leitos de UTI na semana passada. Destes, 576 foram em Minas Gerais. O estado, que já tinha outros 418 leitos de unidades de terapia intensiva para Covid-19 habilitadas, agora soma 994 estruturas, que receberão R$ 143 milhões.

De acordo com o Ministério da Saúde, os recursos são repassados após a publicação das portarias habilitando os leitos. Cada unidade recebe R$ 1,6 mil por dia, o dobro do valor repassado a uma UTI normal.

Minas é o segundo estado com maior número de leitos de terapia intensiva habilitados para atendimento a pacientes com Covid-19. Perde apenas para São Paulo, que tem 2.036 unidades para Covid-19.

Nesta segunda, o estado tem 901 pacientes internados com sintomas da doença. Com as novas habilitações, a taxa de ocupação, considerando apenas estes leitos, está em 90,6%. O índice é bem diferente do que é divulgado pela pasta, de 25,3%, que considera, na realidade, o percentual de pacientes internados no total de UTIs disponíveis, que é de 3.561.

A Secretaria de Estado de Saúde não informa quantos leitos são destinados a pacientes com a doença, mas disse que “apesar de ter cadastrado parte dos leitos na rede de saúde para atendimento exclusivo da covid-19, isso não significa que as outras unidades de terapia intensiva não possam ou não estejam aptas a atender pacientes com covid-19”.

 

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