Covid-19: dados sugerem platô da epidemia em MG, mas cuidados devem ser mantidos

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Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, ressaltou a importância da manutenção do isolamento social

Os dados da ocupação de leitos hospitalares e de mortes indicam que Minas Gerais está vivendo o platô da epidemia da Covid-19, o que significa certa estabilidade na curva de casos. Em entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (22), o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, ressaltou que as medidas de isolamento social devem ser mantidas para que o número de infecções possa começar a cair.

“Estamos acompanhando muito de perto os dados e indicadores de ocupação hospitalar e óbitos, estamos vendo que houve uma redução na aceleração e no crescimento desses dados, e isso realmente sugere que estejamos vivendo o platô da epidemia e que pode vir a começar a regressão”, afirmou Amaral.

“O resultado que estamos tendo até o momento, com o Estado com uma das menores taxas de óbitos por 100 mil habitantes, se deve à cooperação e ao engajamento da sociedade, no cuidado e distanciamento. Precisamos manter isso para que mantenhamos esse desempenho e tenhamos a liberação progressiva das orientações de isolamento”, completou.

Nesta quarta-feira, Minas Gerais alcançou a soma de 98.741 casos confirmados de coronavírus e 2.166 óbitos. Em apenas 24 horas, o Estado registrou 95 novas mortes, recorde diário desde o início da pandemia. Segundo o secretário, esse número ocorreu devido a atrasos na notificação de óbitos ocorridos em datas anteriores.

“Temos, habitualmente, um atraso na notificação para a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) dos óbitos que ocorrem de sexta-feira a domingo. Eles tendem a acmular na segunda-feira, chegam para nós na terça-feira, quando consolidamos esses óbitos, e eles são confirmados no boletim da quarta-feira. Desses 95 óbitos, obtivemos atraso médio de dois a seis dias de confirmação”, disse. De acordo com Amaral, a média de atraso das confirmações em relação à data de constatação da morte está em torno de dez dias, em 80% das ocorrências.

Questionado por um internauta sobre por que o Estado não testa todas as pessoas com sintomas de Covid-19, o secretário informou que a SES-MG segue as orientações do Ministério da Saúde de testar “grupos prioritários”, como pacientes com sintomas graves, pessoas que evoluem a óbito, trabalhadores da saúde e segurança pública com sintomas e detentos.

“O cenário do mundo é de restrição de insumos para a testagem”, pontuou Amaral. “É importante lembrar também que as pessoas que tiveram sintomas típicos da Covid-19 e evoluíram bem podem fazer, posteriormente, os testes rápidos para confirmar. A SES-MG transferiu para os municípios mais de 500 mil testes, é possível conferir se você teve ou não a Covid-19 baseado na testagem rápida, mas ela deve ser posterior ao final dos sintomas”, ressaltou.

Programa Medicamento em Casa

De acordo com o secretário Carlos Eduardo Amaral, o programa Medicamento em Casa, que entrega fármacos nas casas de pacientes de grupos de risco para a Covid-19, já atendeu mais de 5.300 pessoas.

Com parceria da 99 e da Defesa Civil, foram realizadas mais de 10.200 viagens, com a entrega de 12.947 medicamentos. “Estamos conseguindo evitar que pessoas de grande risco compareçam às farmácias do Estado para pegar a medicação”, concluiu Amaral.

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