Menina de 9 anos doa R$ 2 mil à Santa Casa arrecadados com venda de laços em MG

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Marina Segretti Castelar conta com a ajuda da avô Nadir para a produção dos acessórios; a meta dela é doar para outras instituições

Empatia é uma palavra que a pequena Marina de 9 anos aprendeu bem durante a pandemia do no novo coronavírus. Não só aprendeu o significado, como também o poder de colocá-la em prática. A menina que vive em Guaranésia, cidade de Sul de Minas, preocupada com a falta de respiradores na cidade e com a crescente no número de casos de Covid-19, fabricou e vendeu scrunchies (laços que podem ser usados na cabeça ou como acessório no braço) para ajudar a Santa Casa da cidade.

“Eu já tinha ouvido falar sobre a palavra empatia, mas não sabia o que significava e agora aprendi que é pensar no próximo, algo que acho muito importante e vou levar para sempre comigo. É muito legal poder ajudar, se colocar no lugar do outro. Ainda mais hoje em dia, em que muitas pessoas não tem empatia, ou nunca tiveram ou já tiverem e não tem mais”, ressaltou bastante orgulhosa do seu ato Marina. 

E todo esse orgulho tem motivo. Ela já conseguiu arrecadar R$ 2 mil com a venda dos acessórios e o valor já foi doado para o hospital no começo de julho. Agora, ela conta que a sua produção irá continuar e a meta é ajudar novas instituições. 

“Doamos primeiro para Santa Casa para poder comprar o respirador. Mas agora estamos juntando para poder ajudar a Apae aqui de Guaranésia que também está precisando, conta a garota. 

Produção em família

Toda a iniciativa partiu de Marina. Tanto de produzir e vender os scrunchies, como também de doar o valor para a Santa Casa de Guaranésia. Logo que comunicou à família da ideia ainda no começo de junho, a garota recebeu apoio incondicional de seus familiares, inclusive é a avó, Nadir Franco Segretti, de 85 anos, quem ajuda a menina a fabricar os acessórios, que são vendidos a R$ 5 a unidade. 

“Fiquei sabendo que a Santa Casa só tinha dois respiradores, aí tive a ideia de criar a campanha “Santa Causa” para ajudar o hospital a comprar um novo respirador. Falei com minha mãe, meu pai, minha avó e todos toparam na hora e começamos a fabricar os scrunchies, que aqui em casa a gente chama de frufru”, explica Marina que conta que aprendeu como fazer os acessórios com a avó e também em vídeos no youtube. Ao todo já venderam 900 unidades. 

A mãe de Marina, Valquíria Segretti de 51 anos, não esconde o orgulho e a admiração que sente da filha. 

“A marininha nos surpreendeu bastante com a ideia e abraçamos na hora a causa dela. Aqui em casa a gente procura sempre conversar muito sobre a realidade do país, a gente consome muita notícia. Guaranésia está muito próximo de São Paulo então sabiamos que a pandemia chegaria aqui e por ser uma cidade muito pequena não teria estrutura, então acredito que a Marina se sensibilizou mesmo e procurou de alguma forma poder ajudar. Isso nos deixa com muito orgulho”, afirmou Valquíria.

Segundo Valquíria a recepção das pessoas tem sido bastante positiva e as vendas um grande sucesso.

“No começo minha mãe ficou com medo não vender, mas tem sido um sucesso. Estamos vendendo bastante. E como Guaranésia é uma cidade muito pequena, a Marina onde vai é reconhecida. ‘Você é a menininha da internet?’ sempre mexem com ela. E claro que ela adora né, já viu criança? E ela não deixa de fazer a propaganda e pedir para as pessoas comprarem”, contou a mãe. 

Doação à Santa Casa

Por meio das redes sociais, o hospital agradeceu a doação de Marina que foi realizada no dia 10 de julho.

“Com apenas 9 anos, a pequena Marina Segretti Castelar tem um coração solidário que deixou a família e amigos emocionados”, agradeceu o hospital.

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