Zema espera não atrasar salário por 6 meses para mostrar importância da reforma

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Ao falar sobre o sistema previdenciário de Minas Gerais durante uma transmissão ao vivo pelo Youtube, o governador Romeu Zema (Novo) disse esperar que Minas “não precise, como já aconteceu em outros estados, ficar quatro, cinco, seis meses com salário atrasado para mostrar a importância” da aprovação da reforma que tramita na Assembleia Legislativa. Já sobre a tramitação do texto, o governador disse que “é lógico que enfrenta dificuldades”, mas que “com aritmética não se briga, se encontra solução viável”.

Apesar da “live” abordar os desafios de oportunidades da reforma tributária que tramita no Congresso, Zema focou a sua fala nos desafios da Previdência do Estado. Na visão do chefe do Executivo, o servidor, “ironicamente”, paga há cinco anos o preço pelo déficit previdenciário. “O servidor, ironicamente, já vem pagando a conta há cinco anos, que não recebe o salário na data certa, recebe sempre atrasado. Servidor do Executivo, vale lembrar. Há cinco anos recebe o 13º salário parcelado. Há cinco anos o servidor ficou sem ter acesso a clínicas e exames porque o Estado não pagava laboratórios. O servidor já, de certa maneira, experimentou o que é um Estado começar a ir à falência”, afirmou.

Romeu Zema avaliou a proposta enviada ao Legislativo como algo que “não é nada inédito” e mais de 20 Estados pelo país já estão com as respectivas reformas adiantadas. “O que estamos fazendo é simplesmente o que quase todo Brasil já fez. O funcionalismo público de Minas Gerais é bom, mas o do restante do Brasil é bom também. Não justifica o funcionário público de Minas Gerais ter um tratamento diferente daquele de São Paulo, Espírito Santo, de Goiás, etc. O que queremos fazer em Minas é o mesmo que o Brasil já fez e é necessário”, enfatizou.

Já sobre a questão tributária, o governador relembrou a guerra fiscal, bandeira levantada ainda na campanha ao Executivo e citou o exemplo da gasolina ser mais barata em Estados como São Paulo, Goiás e Espírito Santo. Embora entenda que seja difícil mexer na carga tributária durante a pandemia, Romeu Zema disse abraçar a causa da reforma tributária e que a simplificação dos tributos é algo factível e possível no momento. 

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