Atingidos por barragem fazem protesto em Conceição do Mato Dentro, em MG

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Protesto em Conceição do Mato Dentro — Foto: Redes sociais

Atingidos por barragem fizeram um protesto e interditaram a BR-010, em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais, na manhã desta terça-feira (25).

Os manifestantes reivindicaram a renovação do contrato da assessoria técnica para trabalhar a favor das comunidades do Turco, Cabeceira do Turco, Beco e Sapo.

Para eles, a mineradora Anglo American e o governo estadual são contra essa possibilidade.

Os moradores ainda querem a contratação imediata do serviço escolhido pela população de Água Quente, Córregos, Gondó, Itapanhoacanga, Passa Sete, São José do Jassem, São José do Arruda, São Jose da Ilha e Taporoco.

A assessoria técnica é formada por um grupo de profissionais, como advogados e engenheiros por exemplo, que assegura um equilíbrio nas negociações entre as comunidades, o governo e a mineradora, além de garantir os direitos garantidos por lei.

Segundo os manifestantes, os profissionais trabalham de acordo com a realidade de cada uma das comunidades.

A barragem

A mineradora Anglo American opera desde 2014 uma mina de minério de ferro, com uma barragem, em Conceição do Mato Dentro.

A assessoria técnica elabora um projeto de realocação das pessoas que moram na comunidade, e ela é uma das condicionantes impostas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

O que diz a Anglo American

Em nota, a Anglo American informou que é a favor da instituição de assessorias técnicas independentes para assessorar as comunidades, com o objetivo de garantir a participação informada dessas comunidades nos planos, programas e ações da empresa.

Ainda segundo o comunicado, “a renovação do contrato em andamento depende única e exclusivamente de critérios técnicos e está em discussão nas instâncias competentes. A companhia reforça sua disposição ao diálogo com as comunidades e vem cumprindo todas suas obrigações e executando regularmente todos os seus programas e condicionantes, conforme previsto no processo de licenciamento, além de promover investimentos sociais voluntários”.

G1 também entrou em contato com o governo de Minas Gerais e, até a última atualização desta reportagem, não havia obtido retorno.

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