Capelinha já recebeu R$ 24 milhões de auxílio emergencial

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O auxílio emergencial do governo federal tem ajudando na vida de muitos brasileiros durante a pandemia da Covid-19. Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, alguns dos beneficiários tiveram suas rendas aumentadas em 24% em comparação ao período pré-pandemia.

Economia das pequenas cidades aquecido
Em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, já foram destinados R$ 24.675.000,00 neste período de Pandemia, numa cidade de pouco mais de 37 mil habitantes, este montante significa uma injeção importante na economia local, que além de amparo as pessoas que necessitam deste suporte, reduz também os impactos financeiros no comercio que sofre o fluxo reduzido de clientes.

Dificuldade em receber o auxílio 
O maior transtorno com certeza foi na dificuldade em receber o auxílio, devido a falta de informações, acesso aos meios de internet, principalmente em periferias e áreas marcadas pela exclusão social. 

Em Capelinha, a situação foi amenizada com a criação de polos específicos para cadastro de usuários ao auxílio do Governo, através da Secretaria municipal de Assistência Social, Habitação e trabalho. 

A responsável pela coordenação dos trabalhos foi de Dulce Gonçalves, que mapeou o município, acompanhou os cadastros e fez a interação usuários e Caixa Econômica Federal até a efetivação do auxílio.  

Dulce Gonçalves coordenou o cadastro do auxilio emergencial a usuários que tiveram problemas de acessibilidade

“Nossa ideia era ajudar a muitos usuários que não estavam conseguindo acessar a plataforma da caixa para fazer seu cadastro online, onde muitos não tinham a documentação correta, outros estavam com problemas no cadastro social e outros nem aparelho celular ou computador tinham para realizar seu cadastro, por isso intervimos, buscamos levar acessibilidade e desburocratizar este acesso” – disse Dulce

“Nossa satisfação é ver que a grande maioria das pessoas que nos procuraram conseguiram receber seu auxílio, tão importante em um período de pandemia” – Completa

Rosane Aparecida Santos, foi uma das pessoas ajudadas diretamente por Dulce. 

Rosane Aparecida Santos foi auxiliada no recebimento do benefício



“Ela me salvou… estava tentando fazer meu cadastro no caixa tem, e não conseguia, ninguém conseguia, pedi ajuda a muitas pessoas,  estava na porta da assistência social, ela parou e me perguntou o que eu precisava, foi quando falei meu problema, ela me orientou, mostrou como proceder e como apresentar na caixa meus dados ao gerente, foi tudo perfeito, conforme ela falou consegui receber meu dinheiro, estou muito grata a ela pela ajuda, precisamos de mais pessoas assim, prestativas” – diz Rosane. 

Além de Rosane, muitas outras pessoas foram auxiliadas graças aos polos criados pela prefeitura que posteriormente deram suporte também ao auxílio merenda do Governo estadual. 

Atualmente o benefício de R$ 600 já foi pago a mais de 65,3 milhões de brasileiros, na condição de trabalhadores e desempregados. No caso de empregos informais a elevação da renda chegou a quase 50%. Nesses casos, o salário base passou de R$ 1.344 antes da pandemia, para R$ 2.016. Os dados foram levantados pelo Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV.

A pesquisa mostra ainda que alguns profissionais como cabeleireiros e manicures, foram os mais afetados pela pandemia. Os profissionais perderam, excluindo o valor do auxílio emergencial, 42% da sua renda mensal.

“Ele tem ajudado realmente a nós que precisamos porque os salões ficam mais fechados do que abertos atualmente, e isso tem complicado”, disse o cabeleireiro Luis Gustavo.

Vendedores ambulantes, a domicílio, artesãos, costureiros e sapateiros também tiveram quedas acentuadas nos seus rendimentos. Uma variação de 38% a 33%, sem contar o auxílio emergencial.

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