Dois moradores de rua morrem após madrugada mais fria do ano

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Com a chegada da onda de frio em São Paulo, pelo menos três pessoas em situação de rua morreram em decorrência das baixas temperaturas

Após a madrugada mais fria do ano, a cidade de São Paulo registrou neste sábado (22) a morte de dois moradores de rua. Ambos morreram na região central da capital paulista.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a temperatura mínima registrada na capital foi de 8,2ºC por volta da 1h.

Os corpos foram encontrados na na praça da Sé e na rua 25 de Março, no centro da capital, segundo a Secretaria da Segurança Pública. A Polícia Civil registrou boletins de ocorrência no 1º Distrito Policial (Sé).
Uma massa de ar frio derrubou as temperaturas na cidade nesta semana.

A gestão Bruno Covas (PSDB) enviou nota afirmando que foi acionada às 9h18 deste sábado para atender a ocorrência de morte na Sé.

“No momento, agentes da GCM seguem na preservação do local aguardando a perícia técnica. O corpo aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML). Dados sobre a suposta causa morte poderão ser repassados pela Polícia Civil e Científica”, afirma, em nota.

O comunicado da prefeitura afirma ainda que lamenta a morte e que fez atendimentos a moradores de rua durante a noite.

“A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAD) realizou na madrugada de hoje 150 acolhimentos a pessoas em situação de rua -82 recusaram o auxílio. A pasta ainda distribuiu 182 cobertores”, afirmou.

Segundo a prefeitura, as ações de abordagem a moradores de rua são intensificadas quando as temperaturas ficam abaixo dos 13°C, ou sensação térmica equivalente. Caso a pessoa não aceite o acolhimento, a administração municipal oferece um kit lanche e cobertor.

Desde o início do Plano de Contingência para situações de Baixas Temperaturas 2020, em 6 de maio, a rede socioassistencial realizou 1.081.504 acolhimentos. 

No período de plantão (noite/madrugada) da Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS), a Prefeitura de São Paulo realizou 10.029 acolhimentos. No mesmo período ocorreram 896 recusas. A SMADS distribuiu 5.485 cobertores e 6.100 lanches na cidade”, diz nota da prefeitura.

A nota afirma ainda que a cidade tem 101 centros de acolhida. “Durante a situação de emergência, 1.222 novas vagas de acolhimento foram criadas, sendo 672 em oito equipamentos emergenciais em centros esportivos, outras 400 em quatro Centros Educacionais Unificados”.

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