Lotação e falta de álcool em gel em ônibus já geraram R$ 4,9 milhões em multas

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Os ônibus lotados e a falta de álcool em gel nos coletivos de Belo Horizonte já renderam 4,9 milhões em autuações para as empresas que administram os coletivos na cidade. As medidas sanitárias são necessárias por causa da pandemia pelo novo coronavírus (Covid-19).
 
De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), desde o início do isolamento social, no dia 17 de março até a última sexta-feira (7) já foram aplicadas 9.218 autuações para os consórcios do transporte coletivo por descimprimento das medidas sanitárias. Cada autuação tem o valor de R$ 539,50.
 
As autuações ainda estão em processo de recurso, que podem durar 220 dias, e por isso nenhum valor foi pago ainda, segundo a BHTrans. Ao fim do julgamento, se as empresas não quitarem as multas elas podem perder o direito de operar e o débito vai para a dívida ativa do município.  A reportagem de O TEMPO já flagrou por diversas vezes os coletivos lotados. 
 
Atualmente atuam em Belo Horizonte no transporte coletivo por ônibus quatro consórcios, que são formados por 38 empresas. Eles têm o direito de operar por 20 anos na cidade. 
 
O que diz o Setra
 
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SetraBH) disse que “ao contrário do que tem sido noticiado, não tem faltado álcool em gel nos ônibus do Transporte Coletivo de Belo Horizonte”. O Setra disse ainda que o passageiro que identificar a falta do produto ou dispenser danificado pode entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Para fazer denúncias, as pessoas podem entrar em contato pelo telefone (31) 3248-7300, ou pelo site: www.transfacil.com.br informando número do ônibus, local e horário da ocorrência. 
 
Em relação as autuações o sindicato informou que o departamento jurídico de cada empresa cuida dos processos e recursos relacionadas às autuações da BHTrans. Em relação as lotações o Setra disse que vai ofertar um número maior de viagens que a demanda prevista para os dias de abertura e fechamento do comércio, autorizada pela Prefeitura de Belo Horizonte.
 
“Em conjunto com a BHTrans, a entidade estruturou o sistema para realizar, se necessário, adequações ao longo de todo dia, já que as atividades que vão reabrir nessa fase 1, irão funcionar fora do horário de pico. A entidade destaca que ônibus reservas estarão à disposição nas estações de integração BHBUS (Pampulha, Venda Nova, Vilarinho, São Gabriel, Diamante e Barreiro) prontos para realizar viagens extras, se necessário”, concluiu o sindicato. 

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