Polícia Civil apreende 25 kg de ‘supermaconha’ e faz alerta sobre a droga

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Polícia segue investigando a origem da droga

Valor alto no mercado do crime, vendida para quem tem maior poder aquisitivo e com maior poder alucinógeno, o skunk, conhecido popularmente como “supermaconha”, pode chegar a traficantes de aglomerados de Belo Horizonte e região metropolitana. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira (27) pela Polícia Civil. Em uma ação conjunta, equipes do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc) conseguiu apreender, nos últimos dias, 25 kg do entorpecente. 

A investigação começou no início deste ano após a instituição tomar conhecimento que uma carga de quatro toneladas de maconha tinha chegado ao Estado. Desde então, policiais trabalham na tentativa de localizar as drogas e também prender os envolvidos no esquema.

“Nos chama atenção nesse trabalho investigativo, com esse resultado parcial, é a arrecadação de um volume razoável de maconha na modalidade skunk. Até hoje a gente tinha conhecimento que sempre foi de uma produção artesanal e, normalmente, produzido em estufa. Na investigação conseguimos apreender o skunk em uma modalidade prensada, em embalagem idêntica à maconha tradicional e há informação que ela vem sendo produzida em larga escala”, explicou o delegado Daniel Araújo. 

Segundo a polícia, ainda não é possível saber se a droga chegou de outro país ou Estado.  

Durante diligências, os policiais civis conseguiram apreender um pouco da droga com dois homens que estavam no bairro Cidade Nova, região Nordeste da capital. O mais novo tem 29 anos e é filho de um médico. Já o de 31 é motorista de aplicativo. 

Além disso, o Denarc estourou um estoque de maconha em Ribeirão das Neves, na região metropolitana. No imóvel foram recolhidos 20 kg de skunk e 180 kg de maconha tradicional. 

Consórcio do crime

A polícia investiga se traficantes menores estariam se unindo para ter acesso à supermaconha. 

“A gente sabe que os traficantes trabalham em uma espécie de consórcio reunindo seus esforços financeiros e remetendo a lugares de produção, onde adquirem um volume da droga em atacado, para chegar aqui e fazer a distribuição entre eles”, detalhou o policial. 

As investigações do caso continuam. “A gente sabe que para o consumidor final, o skunk chegaria com um valor muito superior ao comum. É possível dizer que o skunk está chegando nos aglomerados, a gente sabe que ele está vindo nos mesmos carregamentos, dos mesmos lugares que vem a maconha comum. Vamos combater da mesma forma que combatemos as outras”, finalizou o delegado.

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