Dois são condenados em júri popular sobre assassinato de Sueli Aparecida em Ituiutaba

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Sueli Aparecida de Silva tinha de 37 anos quando foi encontrada morta — Foto: Reprodução/Facebook

Foi realizado nesta quinta-feira (17), o júri popular sobre a morte de Sueli Aparecida dos Reis, que tinha 37 anos quando foi assassinada em março de 2019, em Ituiutaba. O corpo foi encontrado quase dois meses depois.

O júri começou às 8h e terminou às 18h30. Rolander José Camargo, de 39 anos, pegou 16 anos e dez dias de reclusão pelo crime de homicídio triplamente qualificado. Wilson de Moraes, também foi condenado por homicídio triplamente qualificado, com pena de 24 anos e nove meses. Já Juliana Alves Ferreira, que tinha relacionamento com Wilson foi absolvida pelo triplo homicídio.

O crime ocorreu após Sueli ter ameaçado Rolander de contar para a companheira dele na época, que eles estavam juntos. Após o crime, a decisão para realização de júri popular ocorreu ainda em 2019, com posteriores duas audiências de instrução em que testemunhas e pessoas citadas no crime foram ouvidas.

Crime

Sueli Aparecida dos Reis desapareceu no dia 30 de março. Na mesma data, ela se encontrou com o ex-namorado, que tinha de 38 anos na época. O corpo da vítima foi localizado quase um mês depois, na zona rural. Segundo o delegado regional da Polícia Civil em Ituiutaba, Carlos Antônio Fernandes, as investigações começaram após o registro de desaparecimento.

Corpo de Sueli Aparecida Silva foi encontrado na zona rural de Ituiutaba — Foto: Reprodução/TV Integração

Depois de quebras de sigilo telefônico e imagens de sistemas de segurança da cidade, foi possível chegar ao ex-namorado dela, apontado pelos agentes como o mandante do crime. O homem, o pai dele e um casal foram presos um dia antes do encontro do corpo. Mas o pai foi solto devido a falta de provas que comprovassem a participação no crime.

“O ex-namorado confessou o homicídio. Disse que foi por conta de ameaças que recebia da vítima, que disse que iria contar para a atual namorada dele sobre o relacionamento dos dois. Os envolvidos indicaram o local onde esconderam o corpo e, após meia hora de buscas, conseguimos localizar em uma zona rural”, informou.

Ainda conforme o delegado, a mulher presa disse à polícia que Sueli Aparecida foi dopada e depois executada. Na época, o suspeito quase conseguiu fugir. “Ele estava no Tocantins e foi a Ituiutaba resolver algumas pendências. Descobrimos que iria se deslocar para uma fazenda no Maranhão, onde seria muito difícil efetuar a prisão”, acrescentou.

Sobre os outros participantes, o delegado afirmou que já havia provas contundentes. “Temos a certeza da participação dos outros indivíduos e vamos analisar outras qualificadoras, além do feminicídio, ocultação de cadáver e formação de quadrilha”, disse na época das investigações.

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