Estresse emocional e extracampo afetam desempenho do Cruzeiro, diz especialista

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O Cruzeiro vive uma fase muito difícil, com a obrigação de superar as adversidades causadas pelo rebaixamento à Série B aliado a todos os problemas extracampo de gestão do clube, mergulhado uma crise política e financeira criada pelos antigos diretores. O metabologista Hamilton Junqueira explica como essas questões todas, fora das quatro linhas, podem interferir no metabolismo dos atletas em campo.

“É claro que esse estresse físico, emocional, que a equipe do Cruzeiro, os jogadores, diretoria vem vivenciando nos últimos tempos, nos últimos meses, tem uma influência metabólica muito grande. Todo enfrentamento vivido, um pensamento ruim, pessimista, uma infecção, um medo, um cansaço, uma cirurgia, um trauma físico ou mental desencadeia um trauma metabólico. Isso leva a uma produção excessiva de cortisol para o nosso corpo”, destacou o especialista, em entrevista à rádio Super 91,7 FM.

O cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, localizadas acima dos rins. Sua função é controlar o estresse. “O cortisol tem o papel de produzir energia para o nosso corpo para os diversos enfrentamentos.E essa energia, que é a glicose, é retirada do próprio músculo. O cortisol, quando está elevado, ele pode fazer uma quebra muscular, que vai fornecer energia para esse enfrentamento”, explica o metabologista.

As principais preocupação neste caso são as lesões. “No atleta isso é muito perigoso. Isso propicia um nível de lesões futuras enquanto estiver sobre esse stress físico e emocional e pode interferir nos resultados, brigar por uma bola, buscar um resultado adverso e outras forma de insucesso”, pondera Junqueira.

Situações adversas, corroborada por aspectos psicológicos, contribuem diretamente para o mau desempenho. “O pensamento tem um poder muito grande no nosso poder de decisão. O que a gente pensa, o nosso corpo executa. Ter esse pensamento negativo, que não vou virar o jogo, que o próximo jogo é mais difícil, a torcida, a diretoria, a imprensa está cobrando, isso reflete negativamente no desempenho”, reforma o especialista.

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