‘Não passa na minha cabeça ficar na Série B’, diz Sérgio sobre fase do Cruzeiro

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Olhar para a tabela de classificação da Série B traz apreensão ao torcedor do Cruzeiro. Após 10 rodadas, o time está hoje muito mais próximo da Série C, ocupando a 15ª posição, com oito pontos, a mesma pontuação do Guarani, o time que abre a zona de rebaixamento, do que em relação ao G-4, distante da Raposa por nove pontos. Mas o cenário complicado, e que vai ganhando contornos ainda mais difíceis a cada nova rodada sem vitórias, não abala o presidente do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues. Em entrevista à rádio Bandeirantes, ele reforçou a confiança que possui na equipe e destacou que não passa sequer em sua cabeça permanecer na Série B em 2021.  

“Eu acredito muito no potencial que a gente tem, com o Ney podendo trabalhar com tempo, teremos ainda alguns reforços, e não passa nem na minha cabeça ficar na Série B. Tenho muita convicção de que a gente vai fazer um belo trabalho e subir”, confia o dirigente. 

Para Sérgio Rodrigues, o momento que o time atravessa não é o pior da história celeste, mas sim o que aconteceu no ano passado, quando a Raposa foi rebaixada e dilacerada pelos ex-dirigentes. 

“Eu acho que o pior momento foi o rebaixamento com todos os problemas que  foram citados, aquele foi o pior momento porque a gente chegou em uma situação que não tinha dinheiro para nada, mandando funcionário embora, jogadores como o Ederson, que está no Corinthians hoje, por exemplo, saindo de graça porque o clube não pagou salários. Acho que o pior, sinceramente, já passou. Acho que agora a gente tem que buscar construir novamente dentro das nossas possibilidades”, recordou o mandatário celeste.

Na mesma entrevista, Sérgio Santos Rodrigues apontou que o caminho do Cruzeiro apontava para um 2020 de dificuldades desde o início do ano. “O Cruzeiro começou esse ano, por exemplo, no Campeonato Mineiro, com seis jogadores que nunca tinham atuado pelo profissional. Todo mundo já sabia o tamanho da dificuldade que isso seria. Dentro dessas possibilidades, a gente vai reconstruindo”, salientou.

Todavia, para o presidente celeste, as análises que estão sendo feitas em relação ao desempenho do time estão se baseando mais no momento do que no projeto. Ele ainda lembrou o desempenho que a equipe registrou ao longo das rodadas disputadas até então da Série B, explicando que alguns tropeços aconteceram nos famosos jogos de um lance. 

“O problema é que no futebol é aquela questão, quando ganha está tudo bem, quando perde está tudo ruim. Nós começamos com todo mundo elogiando muito a contratação do Enderson, ganhamos três partidas no Brasileiro, sendo duas fora contra Guarani e Figueirense, ganhamos do Botafogo de Ribeirão Preto em casa. Aí criaram aquela expectativa que o Cruzeiro iria ganhar tudo. Depois a gente foi para três  empates e três derrotas, e várias dessas derrotas de 1 a 0, naqueles chamados jogos de um lance, que você vai pegar os números e vai ver que o Cruzeiro foi muito melhor, mas tomou um gol bobo e faltou poder de reação”, observou Sérgio Santos Rodrigues, que ressaltou sua confiança no trabalho de Ney Franco e citou até o arquirrival Atlético como exemplo para confiar na reabilitação. 

“A gente  fez uma mudança de comando, o Ney fez um baita jogo semana passada contra o Vitória, aí todo mundo começou ‘o Cruzeiro vai ser campeão’, e ontem, infelizmente, apagão. A gente não tinha tomado nenhum gol de bola parada até hoje, nenhum gol de falta ou escanteio e tomamos dois. São aquelas coisas que vão ser ajustadas, serão resolvidas, eu acredito muito no potencial do time, o Ney tem aquele histórico recente de arrancadas a partir da oitava, nona rodada do Brasileirão, lembro até do próprio Atlético, em 2006, quando esteve na Série B, que chegou na 12ª rodada em 15º lugar  e depois arrancou até o campeonato”, ressaltou o presidente. 

O Cruzeiro volta a campo na próxima sexta-feira (25), quando encara o Avaí, no Mineirão, às 21h30, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. 

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