Trump é vaiado em velório da juíza Ruth Ginsburg na Suprema Corte

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Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, participam de homenagem ao caixão com o corpo da juíza Ruth Bader Ginsburg, na Suprema Corte, nesta quinta-feira (24) — Foto: Alex Wong / Getty Images / AFP

O presidente Donald Trump foi vaiado nesta quinta-feira (24) por um grupo de manifestantes em frente à Suprema Corte dos Estados Unidos, onde acontece o velório da juíza Ruth Bader Ginsburg. A progressista de 87 anos morreu na semana passada por causa de complicações de um câncer no pâncreas.

Antes que Trump deixasse o seu veículo para participar da homenagem, a multidão o vaiou. Houve gritos de “votem para tirá-lo”, em referência às eleições presidenciais de 3 de novembro, e “honrem seu desejo”, em alusão à última vontade de Ginsburg, que queria que o seu sucessor só fosse indicado após as eleições. No entanto, Trump quer indicar o sucessor da juíza progressista antes disso.

Trump chegou ao local por volta das 10h (11h em Brasília), acompanhado da primeira-dama, Melania. Eles fizeram um minuto de silêncio e saíram rapidamente. Poucos minutos depois, já estavam de volta à Casa Branca.

O deslocamento de Trump é incomum, pois ele nunca participa das homenagens de personalidades que não são de seu campo político.

As despedidas da juíza começaram na quarta-feira (23) e vão durar três dias. O corpo da magistrada foi colocado na base da Corte onde foi exposto o caixão do presidente americano Abraham Lincoln em 1865.

Sucessora

O presidente americano já afirmou que pretende fazer a indicação da sucessora de Ruth Ginsburg antes das acirradas eleições de novembro, provocando a ira dos democratas.

“Acho que tudo vai correr muito bem, que será muito rápido”, disse Trump à Fox Radio.

“Temos cinco mulheres na lista, e gosto de todas”, acrescentou o presidente, que já antecipou que entre as finalistas está a magistrada conservadora Bárbara Lagoa, uma juíza de Miami de origem cubana.

Até a morte de Ginsburg, os conservadores tinham uma maioria de cinco contra quatro votos no tribunal que decide sobre questões da vida dos americanos, como o direito ao porte de armas, o direito ao aborto, mas também lida com assuntos migratórios e questões como o acesso à saúde. Com a nova indicação, os republicanos garantiriam a maioria folgada.

O anúncio da indicação da sucessora em tempo recorde vai desencadear uma batalha política. Os democratas, no entanto, não têm como impedir o procedimento, que ancoraria a maioria conservadora na corte em 6 contra 3, mas denunciam um “abuso de poder”.

 

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