Fifa nega recurso do Cruzeiro, e clube segue sem poder registrar novos atletas

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O Cruzeiro precisou recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) para tentar reverter a punição de registrar jogadores imposta pela Fifa pela dívida referente à contratação do atacante Willian, com o Zorya, da Ucrânia. A Fifa não acatou os argumentos do jurídico celeste e, por isso, o clube precisou recorrer à instância superior. Não há, no entanto, um prazo para a manifestação do TAS.

O Cruzeiro entrou com o recurso no Tribunal Arbitral há cerca de dez dias por intermédio do advogado Bruno Tannuri, contrato pela Raposa para tentar resolver o imbróglio. Por causa da proibição, a Raposa está com três jogadores treinando na Toca II sem perspectivas de serem regularizados: o meia Giovanni Piccolomo e os atacante Iván Angulo e Matheus Índio. A situação também atrapalha a contratação de reforços num momento complicado do time, que está na zona de rebaixamento da Série B.

“O Cruzeiro só tem esse caso vencido hoje. O Cruzeiro agiu de boa fé, a punição veio por conta de um problema interno do clube lá (Zorya), fizemos a perícia no email, mesmo assim, a Fifa não acatou. Nós fizemos um recurso para o TAS e esse recurso está esperando por uma decisão liminar ou não”, explicou o presidente Sérgio Santos Rodrigues.

Sem uma prazo para que a situação se resolva, resta ao Cruzeiro apenas uma alternativa no momento: pagar o que deve ao Zorya. Por causa da desvalorização do real, a dívida está na casa dos R$ 7,2 milhões. Afundado em dívidas e com pouca receita, o clube não tem esse recurso agora.

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