Preso na praia, suspeito de chefiar tráfico na Grande BH e de 10 homicídios é transferido para MG

0
Policiais civis prenderam o suspeito na areia da praia de Bicanga, na Serra, ES. — Foto: Reprodução/TV Gazeta

A Polícia Civil informou, nesta quinta-feira (22), que o homem preso na praia de Bicanga, na Serra (ES), foi transferido para Minas Gerais e estava a caminho de Belo Horizonte no fim desta manhã. Suspeito de envolvimento em pelo menos dez assassinatos, ele é apontado como chefe do tráfico de drogas no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana.

De acordo com as investigações, Fábio Martins Gonçalves estava escondido no estado capixaba há três meses. De acordo com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele escapou do Complexo Penitenciário Público Privado de Ribeirão das Neves no dia 8 de maio.

O órgão informou que a fuga aconteceu “por meio de transposição de barreira”, mas não deu detalhes.

Até as 11h, o suspeito ainda não havia dado entrada em nenhuma unidade prisional do estado. A Sejusp não divulgou informações sobre a transferência alegando questões de segurança.

A prisão do suspeito foi o resultado de uma ação integrada entre equipes da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra e das Delegacias de Homicídios das cidades mineiras de Vespasiano e de Santa Luzia, na Grande BH.

Segundo a Polícia Civil mineira, o caso vai ser detalhado em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (23).

Nome falso

Nesta quarta, a delegada Adriana Rosa, de Santa Luzia, adiantou que o suspeito, para burlar as autoridades policiais, utilizava um nome falso. Ela pontuou que o preso é de alta periculosidade e que, inclusive, possuía uma elevada posição na hierarquia do comando do tráfico de drogas na Região Metropolitana de Minas.

“Ele é extremamente perigoso, é líder do tráfico de uma das regiões mais violentas de Santa Luzia, que é o bairro Palmital. Ficou preso por cerca de nove anos até fugir (…). Mas, mesmo de dentro da cadeia, ele determinava execuções. Praticamente todas elas estão relacionadas ao tráfico de drogas”, disse Adriana Rosa.
 

Deixe um Comentário

Deixe um comentário
Digite seu nome aqui