Alexandre Kalil, do PSD, é reeleito prefeito de Belo Horizonte

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Alexandre Kalil faz pronunciamento em BH após reeleição. — Foto: TV Globo

O atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PSD, foi reeleito neste domingo (15) para os próximos quatro anos. Com 100% das urnas apuradas à 0h40, Kalil teve 63,36% dos votos. Foram 784.307 votos no total.

Bruno Engler (PRTB) ficou em segundo lugar com 9,95% (123.215 votos). João Vitor Xavier (Cidadania) ficou em terceiro, com 9,22% (114.130). E Áurea Carolina ficou em quarto, com 8,33% (103.115).

A eleição em Belo Horizonte teve 28,34% de abstenção, 4,25% votos brancos e 6,86% votos nulos. Em 2016, de acordo com o TSE, a abstenção na capital mineira foi de 21,66%.

Kalil depois de votar, neste domingo. — Foto: Gledston Tavares/Framephoto/Estadão Conteúdo

Alexandre Kalil tem 61 anos, é casado, empresário e tem ensino superior incompleto. Ele tem um patrimônio declarado de R$ 3.689.634,19 e já foi presidente do Atlético-MG. O vice da chapa é Fuad Noman, do PSD, de 73 anos.

Os dois fazem parte da coligação “Coragem e Trabalho”, formada pelos partidos MDB, DC, PP, PV, REDE, AVANTE, PSD e PDT.

Kalil votou no Estadual Central, no bairro Lourdes, Região Centro-Sul da capital, na manhã deste domingo.

“Essa cidade não é brincadeira, temos que fazer muita coisa. Então, que Deus nos ajude”, disse aos jornalistas. Em seguida, ele foi para casa, onde acompanhou o resultado da apuração.
Alexandre Kalil aguarda na fila para votar na Escola Estadual Governador Milton Campos — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo

Desde o início das eleições, o candidato liderou todas as pesquisas. Na última, divulgada pelo Ibope neste sábado (14), ele aparecia com 72% dos votos válidos. João Vitor Xavier estava em segundo lugar, com 9%.

‘O papo agora é quibe’

Nas eleições de 2016, Kalil concorreu a um cargo político pela primeira vez. Ele foi eleito prefeito de Belo Horizonte com 52,98% dos votos, derrotando João Leite (PSDB), que ficou com 47,02%. Antes, ele havia sido pré-candidato a deputado estadual, em 2014, quando desistiu do pleito.

“Acabou coxinha, acabou mortadela, o papo agora é quibe”, disse Kalil após o resultado da primeira eleição, fazendo referência à sua ascendência sírio-libanesa.

No mandato de 2017 a 2020, ele enfrentou dois grandes desafios: os períodos chuvosos e a pandemia de coronavírus.

Chuvas e Vilarinho

Em 2018, Kalil reconheceu que houve erros no projeto apresentado para acabar com as enchentes na Avenida Vilarinho, que dá acesso às regiões Norte e de Venda Nova.

Em 2019, quando Cristina Pereira Matos, de 40 anos, e a filha dela, Sofia Pereira, de 6, morreram nesta avenida durante um temporal, Kalil disse que a responsabilidade era dele. “O prefeito é culpado por duas mortes e por um desaparecido. Vocês não sabem como dói isso no coração do prefeito”, afirmou na época.

Em 2020, Belo Horizonte teve o janeiro mais chuvoso da história. Ao longo do mês, diversos temporais castigaram a cidade, causando 13 mortes, enchentes, deslizamentos de terra e destruição de ruas e avenidas.

Prefeito Alexandre Kalil anuncia obras no Vilarinho mais uma vez — Foto: Reprodução/TV Globo

Por três vezes ao longo dos últimos dois anos, Kalil anunciou obras de contenção de enchentes na Avenida Vilarinho. Na última sexta-feira (13), o trecho voltou a alagar, arrastando carros e deixando pessoas ilhadas.

Avenida Vilarinho, em Belo Horizonte, volta a ficar alagada em temporal de 13 de novembro de 2020. — Foto: CBMMG / Divulgação

Pandemia de coronavírus

Neste ano, o mundo enfrenta a pandemia de coronavírus. Belo Horizonte foi uma das primeiras capitais do Brasil a fechar o comércio, em março deste ano, e permitir apenas o funcionamento de serviços essenciais.

A flexibilização foi conduzida por etapas, levando em consideração diferentes marcadores epidemiológicos. Muitos comerciantes não gostaram das medidas adotadas pelo prefeito e diversas manifestações foram realizadas ao longo da pandemia.

Manifestantes pedem reabertura de comércio em BH em protesto na praça da Liberdade. — Foto: Ricardo Soares / TV Globo

“Deus me poupou do medo”, disse Kalil, em julho, ao defender as medidas de isolamento social em BH.

A cidade não aderiu ao programa Minas Consciente do governo estadual e isso gerou um impasse na Justiça em agosto.

Belo Horizonte já passou de 50 mil pacientes infectados pela Covid-19 desde o início da pandemia, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura. Ao todo, 1.551 pessoas morreram com a doença na capital.

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