Condenado homem que matou ex em BH e colocou corpo na ‘casinha’ do cachorro

0

A Justiça condenou a 17 anos e três meses de prisão, em regime fechado, o homem de 36 anos que esfaqueou e colocou fogo na ex-companheira no bairro Betânia, região Oeste de Belo Horizonte, em 2019. Não satisfeito, ele ainda colocou o corpo da vítima em uma caixa que servia como “casinha” do cachorro. A sentença foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na última terça-feira (17). 

No dia 29 de agosto, o homem foi até a casa de Emanoele Soares Rodrigues, de 19 anos, questionar se ela estava com outra pessoa. Ele não aceitava o fim do relacionamento. Conforme a denúncia do Ministério Público (MP) ” o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O acusado, por não se conformar com o fim do relacionamento e por ciúme desferiu vários golpes de faca contra a vítima. Após o crime, ele ocultou o corpo em meio a uma trouxa de roupas e contratou um motorista para levá-lo às margens de uma estrada próximas a Piedade de Paraopeba, onde afirmou que um terceiro iria encontrá-lo”.

Além de responder pelo crime de destruição de cadáver, o MP requereu que o acusado fosse julgado pelo crime de feminicídio. Para o juiz Ricardo Sávio de  Oliveira, “o crime cometido foi ‘extremamente grave’, em especial por ter o réu manipulado a família da vítima por meio de mensagens telefônicas.Também considerou reprovável o corpo da vítima ter sido incendiado, o que dificultou a identificação”.

Durante a fase de recurso, o bandido deve permanecer preso. 

O crime

Ao ser preso, o agressor afirmou à polícia que pegou uma faca e desferiu seis golpes no peito da jovem. “Tinham umas roupas dele para levar embora e a vítima caiu sobre elas, o que fez com que não tivesse sangue no imóvel. Logo depois, ele pegou uma caixa que era usada de casinha do cachorro, colocou o corpo, as roupas e ofereceu R$ 10 para que um homem o levasse até a casa do investigado. A princípio, ele diz que esse motorista não sabia de nada, mas vamos tentar identificá-lo”, detalhou a delegada Maria Alice Faria, da Delegacia Especializada de Referência da Pessoa Desaparecida, à época dos fatos.

Relação de confiança

Segundo a polícia, o ex-casal estava separado há cerca de três meses, após um relacionamento de idas e vindas durante dois anos e oito meses. Eles não tinham filhos.

“Tinha uma relação de confiança e até mesmo de amizade com a família da vítima. Tanto que ele ainda tinha as chaves da casa”, afirmou Maria Alice durante coletiva. 

Deixe um Comentário

Deixe um comentário
Digite seu nome aqui