Ordem de busca por 300 mil cédulas de votação não rastreadas não pode ser cumprida, dizem Correios dos EUA

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Foto mostra cédulas com votos em contêiner do serviço postal americano (USPS, na sigla em inglês) na fila de processamento em Salt Lake City, Utah, no dia 29 de outubro. — Foto: George Frey/AFP

Os correios dos Estados Unidos disseram ser impossível cumprir com uma ordem judicial emitida nesta terça-feira (3), que exigia uma varredura nos centros de processamento em busca de 300 mil cédulas de votação que não foram rastreadas e encaminhadas para as sessões eleitorais.

O serviço postal norte-americano alega “limitações físicas e operacionais” para não fazer as buscas em suas instalações. Segundo a empresa, esse tipo de esforço não planejado atrapalharia o andamento do dia da eleição.

Na terça, um juiz federal ordenou que as cédulas não rastreadas fossem encontradas e levadas aos centros de votação até o final da tarde. A determinação era direcionada a 27 unidades dos correios nos estados da Pensilvânia, Colorado, Wyoming, Alabama e Arizona – decisivos para esta eleição.

Os correios afirmaram que pelo menos 220 instalações em todo o país foram vistoriadas durante o dia da eleição. Um porta-voz do serviço postal disse nesta quarta (4) à agência de notícias Bloomberg que a empresa realizou diversas varreduras nos centros de distribuição na noite anterior.

Emmet Sullivan, juiz federal do Distrito de Columbia, convocou uma audiência para esta quarta-feira para discutir o “aparente não cumprimento” da ordem judicial. Se as cédulas enviadas por correio não forem contadas, pode ser que haja questionamentos legais sobre o resultado do pleito.

Durante toda a sua campanha, o presidente Donald Trump atacou o voto antecipado por correio, levantando suspeitas de fraude, ainda que sem provas. Com a pandemia causada pelo novo coronavírus, milhões de eleitores votaram por correio.

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