Paralisação de trabalhadores da GIL completa uma semana em Juiz de Fora; 50% da frota segue operando

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Nesta sexta-feira (6), os motoristas e cobradores da Viação Goretti Irmãos Ltda (GIL) completam sete dias de paralisação. A frota, que atende bairros da região Leste e Sudeste de Juiz de Fora, opera com 50% dos veículos desde segunda-feira (2), em cumprimento a determinação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a lei da greve.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Juiz de Fora (Sinttro-JF), o motivo da paralisação dos trabalhadores da GIL é o atraso no pagamento de parcelas do tíquete-alimentação do mês de outubro, o que a entidade sindical afirma que ainda não foi regularizado.

O G1 mostrou nesta semana que, desde março de 2020, Juiz de Fora enfrentou oito paralisações, greves ou manifestações que afetaram o funcionamento do transporte coletivo na cidade. Os atos foram causados por atrasos no pagamento dos salários, benefícios e outras questões contratuais, que foram agravadas por uma crise financeira em virtude da pandemia da Covid-19.

Na quarta-feira (4), o Sinttro, representantes da Goretti Irmãos Ltda (GIL), Astransp e Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) participaram de uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) para discutir a situação dos cerca de 640 trabalhadores da GIL.

De acordo com o sindicato, a GIL alegou que ainda não teria condições de regularizar o pagamento integral do tíquete-alimentação e não houve uma definição sobre o assunto na reunião. Com isso, a paralisação dos funcionários foi mantida. O G1 entrou em contato com a diretoria da empresa para saber mais informações, mas até a última atualização desta reportagem, não houve retorno.

Por conta da indefinição, uma nova reunião no MPT foi marcada para a próxima terça-feira (10), com os representantes do setor e da Prefeitura.

A Secretaria de Transporte e Trânsito publicou portaria para que vans escolares atendam as linhas da Goretti Irmãos durante o período de interrupção do serviço.

Sindicato defende transferência de linhas da GIL

Um dos pontos defendidos pelo Sinttro como possibilidade de resolução da situação trabalhista dos motoristas e cobradores da GIL, é a devolução das linhas da empresa para o Município e que as outras viações de Juiz de Fora assumam as linhas e os funcionários.

O sindicato informou que esta possibilidade será discutida como uma alternativa na reunião da próxima terça-feira. Entretanto, uma possível transferência de todas as linhas não foi confirmada pela Settra, Astransp ou Ansal.

Em outubro, a Settra determinou a transferência de linhas de ônibus pertencentes à Goretti Irmãos Ltda (GIL) para o Transporte Urbano São Miguel Ltda (Tusmil) em Juiz de Fora. As duas empresas integram o Consórcio Manchester.

A determinação tem prazo temporário de 30 dias, que vence no próximo dia 11, e ocorreu após um parecer técnico demonstrar a descontinuidade da prestação do serviço da GIL. As linhas afetadas foram: Floresta (302), Retiro (306), Bom Jardim (413), São Sebastião/Via Bonsucesso (430) e São Benedito (431).

Ao G1, a Astransp, que representa as empresas Tusmil e Viação São Francisco, informou que estará nesta reunião com o MPT na terça-feira para mediar temas envolvendo os trabalhadores rodoviários de modo geral, e não em função da situação da GIL.

A Ansal explicou à reportagem que participará da reunião com o intuito de colaborar, “mas reafirma que faz parte de outro Consórcio e nada tem a ver com a situação da empresa GIL”.

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