Sargento da PM é preso por explorar sexualmente a filha no Planalto, em BH

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Sargento reformado da PM está detido no 1º Batalhão, na região Centro-Sul de Belo Horizonte

Três anos explorando sexualmente a própria filha, uma adolescente hoje com 16 anos, levaram um sargento reformado da Polícia Militar (PM) à prisão nessa quinta-feira (5). Ele está encarcerado no batalhão da corporação à praça Floriano Peixoto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e é um entre os três suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes detidos na operação “Eu Acredito em Você” da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

Investigações realizadas a partir da denúncia feita pela garota revelam que o pai a obrigava a dormir e até tomar banho com ele, além de tocá-la em inúmeros momentos do dia. Ela relatou também que o suspeito, o pai de 51 anos, a chantageava e obrigava que ela se fotografasse em posições supostamente eróticas em troca de dinheiro para se alimentar, como esclarece o delegado Diego Lopes, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) de Belo Horizonte.

“A adolescente nos contou que o pai a abusava e explorava sexualmente há três anos, dos 13 aos 16. Esse policial militar molestava a filha diretamente, tocando seu corpo, e a explorava em troca de valores necessários à própria subsistência dela, como as quantias referentes a pensão alimentícia. Ele a chantageava para que ela mandasse vídeos e fotos em posições eróticas para ele”, detalha. O cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça ocorreu nessa quinta-feira (5) no imóvel em que a garota vivia com o suspeito no bairro Planalto, na região Norte de Belo Horizonte. Familiares se responsabilizaram pelos cuidados com a adolescente após a prisão do pai dela.

Os episódios de violência sexual começaram quando a menina se mudou do Distrito Federal, em Brasília, onde vivia com a mãe para morar com o suspeito em Belo Horizonte. Ela contou que à época tinha apenas 13 anos, e logo que chegou da cidade-natal o pai passou a tocá-la, exigir que ela dormisse e tomasse banho com ele. Até o momento, não há comprovação de que houve conjunção carnal, mas o crime de estupro efetiva-se pelas outras violências cometidas contra a adolescente. “Não houve conjunção carnal segundo a própria vítima. Ele tocava ela, dormia com ela, tomava banho com ela… Ainda carece de laudo pericial para saber se houve a conjunção mesmo. A mãe dela está no Distrito Federal, e algumas familiares aqui em Belo Horizonte prestaram a assistência necessária a ela”, relata o delegado.

Por tratar-se de um sargento da PM, a corregedoria da corporação acompanhou o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão. Agora, a Polícia Civil analise se o suspeito integrava uma rede de pedofilia com compartilhamento de imagens pornográficas e infantis na internet. “Durante a apreensão nós arrecadamos todo tipo de material eletroeletrônico, que foram um celular e dois computadores, para constatarmos se ele compartilhava ou não na internet”, esclarece Lopes. O suspeito não quis se pronunciar, e optou por falar apenas em juízo.

Avô detido em operação

Além do mecânico detido em Contagem suspeito de aliciar menores de idade em salas de bate-papo online e do sargento da Polícia Militar que explorava sexualmente a própria filha, a operação “Eu Acredito em Você” garantiu também a prisão de um homem de 80 anos, que, segundo as investigações, teria estuprado a própria neta no transcorrer de três anos – dos 6 aos 9 de idade.

A menina, à época da denúncia com 12 anos, decidiu contar à família e denunciar à polícia a série de abusos cometidos pelo avô contra ela, conforme detalha a delegada Iara França também titular na DEPCA. “A menina reportou os crimes em 2013, quando tinha 12 anos. Ela esclareceu que quando fez 6 anos começaram os abusos do avô contra ela, ele a molestou até os 9 anos de idade. A Polícia Civil indiciou o avô dela em 2013, e, hoje, em segunda instância, esse avô foi condenado e pudemos efetivar a prisão dele”, relata.

Ela também afirma que, como parte da operação, resta cumprir cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça. “Foram, no total, expedidos oito mandados de prisão e dois de busca e apreensão. Entre os oito de prisão conseguimos efetivamente cumprir três. Outros cinco autores são procurados, mas temos indícios de que estão na Bahia, na região Norte de Minas Gerais e na região metropolitana de Belo Horizonte. Esses mandados continuam em aberto, e permanecemos em busca dos autores”, conclui.

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