Vítima da Backer que teve rim doado pela mulher volta a ser internado

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Flávia Schayer e o marido Cristiano Gomes — Foto: Arquivo pessoal/ Flávia Shayer

O professor universitário Cristiano Gomes, uma das vítimas do caso Backer, está internado em Belo Horizonte. Em setembro, ele foi submetido a um transplante de rim, órgão afetado pela intoxicação por dietilenoglicol.

A doadora foi a mulher de Cristiano, Flávia Schayer. Em uma rede social, ela postou uma foto do marido retornando ao hospital no último dia 4.

“Chegando para uma nova estadia. Mais um desafio para superar. Exames alterados. Iniciando pesquisa para descobrir a causa”, escreveu ela.
Depois, em uma publicação do dia 7, Flávia explicou que a infecção causada por um vírus levou o marido ao hospital.
 
“Citomegalovírus (CMV) é um vírus humano da família das Herpes. A doença causada por CMV é o tipo mais frequente de infecção nos receptores de transplantes renais”, disse em um post do último dia 7.

Na publicação, ela se mostrou confiante quanto à recuperação de Cristiano. “Vamos enfrentar e vamos vencer. Se ele sobreviveu ao veneno da cerveja da Backer, tenho certeza que Deus tem muitos planos para a vida aqui na Terra. Este vírus vai ser só mais um desafio a ser superado nesse ano de 2020. Ano que vem, 2021”, afirmou.

Na última sexta-feira (13), Cristiano aparece em uma foto tocando guitarra com a legenda: “Eu e minha Guitarra para suportar a Dor do Insuportável.”

Cristiano, vítima da Backer que teve rim doado pela mulher, volta a ser internado. — Foto: Instagram / Reprodução

Já nesta terça-feira (17), ela fez uma postagem sobre esperança e disse que aguarda o resultado de uma biópsia feita pelo professor. “Rezemos”, pediu. O resultado do exame deve sair no fim desta semana.

Flávia disse que não poderia dar entrevista ao G1 nesta quarta-feira.

Transplante

Cristiano Gomes vem lutando contra as consequências da intoxicação por dietilenoglicol desde o fim do ano passado, quando bebeu a cerveja da Backer.

Ele ficou três meses internado e, após receber alta, precisou fazer diálise peritoneal por dez horas diárias, e entrar na lista de espera para receber a doação de um rim.

Cristiano, Isabella e Flávia antes do transplante em Belo Horizonte — Foto: Flávia Schayer/Arquivo pessoal

Para evitar a demora e a espera por doadores, Flávia decidiu se candidatar para fazer a doação mesmo sabendo que a probabilidade era difícil. Em agosto, recebeu a notícia que tinha os rins compatíveis aos do marido. No fim de setembro, a cirurgia foi realizada.

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