Análise de esgoto estima mais de 1 milhão de infectados com Covid em BH, recorde na pandemia

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Estação de esgoto na Pampulha — Foto: Pedro Triginelli / G1

A pesquisa que analisa o esgoto de Belo Horizonte estima que, atualmente, há mais de 1 milhão de pessoas infectadas com coronavírus na cidade. O número é quase o dobro do registrado na última semana e também o recorde desde o início do monitoramento, que começou em abril deste ano.

O boletim do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Estações Sustentáveis de Tratamento de Esgoto, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi publicado nesta sexta-feira (4).

Até então, o maior valor estimado de contaminados em BH havia sido de 800 mil, no final de julho. Na última semana, a pesquisa estimava cerca de 600 mil contaminados na capital.

Todas as regiões analisadas apresentaram a presença do coronavírus. Os dados se referem a amostras coletadas até o dia 27 de novembro, em BH e Contagem, nas áreas inseridas nas bacias hidrográficas dos ribeirões Arrudas e Onça.

Em Contagem, a estimativa de pessoas infectadas se manteve acima de 200 mil pessoas, assim como na semana epidemiológica anterior.

No documento, os pesquisadores afirmaram que o cenário “reflete o aumento da circulação do vírus em Belo Horizonte e aponta fortes indícios para novo agravamento da pandemia na capital”.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais, até esta sexta-feira (9), Belo Horizonte havia confirmado 55.378 casos de coronavírus desde o início da pandemia. Destes, 1.674 terminaram em morte. Em Contagem, foram 11.458 registros oficiais, com 455 mortes.

Devido ao aumento no número de casos de Covid-19, a Prefeitura de Belo Horizonte proibiu a venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes na cidade. O decreto foi publicado nesta manhã e começa a valer nesta segunda-feira (7).

O monitoramento do esgoto de Belo Horizonte é feito pelo INCT, junto com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e a SES.

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