Após julgamento ser adiado por mais de 3 meses, acusado de matar namorado de ex vai a júri

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Suspeito de matar namorado da ex a vigiava pelo celular — Foto: Reprodução/TV Globo

Após um adiamento de mais de três meses, o empresário Antônio Azevedo dos Santos deve ser julgado nesta terça-feira (15) pelo assassinato de Guilherme Elias Veisac. O júri popular deve ser realizado a partir das 9h, no Fórum Lafayette, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Guilherme namorava a ex-companheira de Antônio, que não aceitava o fim do seu relacionamento. Ele foi assassinado há quatro anos, na Região da Pampulha. A família da vítima está confiante que, desta vez, o empresário será condenado.

Em 10 de setembro, Antônio chegou a se sentar no banco dos réus, mas o julgamento foi suspenso após uma confusão no Tribunal do Júri. Segundo a Justiça, o motivo principal do adiamento em mais de dois meses do júri foi que o advogado de defesa do réu, Ércio Quaresma, recusou-se a usar a máscara durante a sessão e não estava respeitando o distanciamento.

Inicialmente, a sessão foi remarcada para 17 de novembro, mas depois foi reagendada para esta terça-feira.

“A expectativa é que o júri aconteça e chegue ao final. Que o Antônio possa pagar por esse crime e que a justiça seja feita. A gente está confiante na Justiça”, disse Marli Elias Veisac, mãe da vítima.

O crime

O crime aconteceu no dia 18 de setembro de 2016, no bairro Jardim Atlântico, na Região da Pampulha. De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por volta das 4h30, o empresário invadiu o apartamento da ex-companheira enquanto ela e Guilherme dormiam. A vítima foi morta com um tiro na região do tórax.

Segundo a família, ele namorava a ex-companheira do réu havia poucos meses quando foi assassinado.

As investigações apontam o réu monitorava as câmeras de segurança do prédio da ex-mulher por meio do celular. Ele foi síndico quando era casado e por isso tinha acesso às imagens do circuito interno de TV.

No dia 18 de setembro, ele teria visto a ex entrando no prédio com o namorado por meio das câmeras. Segundo a polícia, o suspeito desligou o sistema de segurança, cortou a tela de proteção da área privativa que dá acesso ao apartamento e surpreendeu o casal.

Na época do crime, o empresário teve a prisão decretada pela Justiça. Em 30 de setembro de 2016, ele chegou a se apresentar à polícia, mas não foi preso por causa da legislação eleitoral e depois não foi encontrado.

Em 16 de agosto de 2017, ele foi localizado em uma agência bancária da Região Oeste e detido.

Réu confesso

Na época do primeiro julgamento, o advogado Ércio Quaresma disse que não esperava absolvição. Durante a fase de inquérito, segundo a defesa, o empresário confessou o crime.

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