Funcionários, pais e alunos protestam contra fechamento de escola no Horto

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Os alunos, funcionários e professores da Escola Estadual Professora Amélia de Castro Monteiro, no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte, fizeram um protesto, na tarde desta quinta-feira (10),contra o fechamento da unidade. Por causa da pandemia, eles resolveram fazer um buzinaço no entorno da escola. 

“Fizemos este chamamento porque a Secretaria de Educação de uma hora pra outra resolveu fechar a Escola Estadual Professora Amélia de Castro Monteiro. No primeiro momento o diretor disse que seria uma fusão da escola com o  Centro Interescolar de Cultura, Arte, Linguagens e Tecnologias (CICALT). Depois que não haveria fusão mas fechamento do Amélia e ampliação do Cicalt”, reclamou Solange Vilaça, professora de Educação Física.

Segundo ela, ainda não foi informado sobre o que será feito com os professores e alunos. Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais disse que realmente está fusão é estudada. “Está em diálogo com as comunidades escolares da Escola Estadual Professora Amélia de Castro Monteiro e do Centro Interescolar de Cultura, Arte, Linguagens e Tecnologias (CICALT) para análise de uma proposta de integração das duas unidades, ambas localizadas na Rua Santo Agostinho, no Horto, com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento dos estudantes da região. É importante salientar que trata-se de uma reorganização para aprimorar a oferta de ensino e que nenhum estudante ficará desassistido.    

De acordo com a professora, essa integração não se justifica, já que foram feitas uma série de investimentos na escola Professora Amélia e o Cicalt não está estruturado para receber os alunos e tem problemas na parte elétrica, cortinas e iluminação. 

“Desde 2017, o espaço foi totalmente estruturado tanto fisicamente como em termos de materiais para educação de tempo integral. Na primeira reforma gastou-se 423.000 mil reais na parte física como telhado, reforma da quadra, cozinha, banheiro e rampas de acessibilidade. E no mês de outubro foi licitada a obra final no valor de 400.000 que já estava em andamento e foi parada após a decisão de fechar. A escola existe há 67 anos e atende não só a comunidade do Horto como as adjacências; São Geraldo, Nova Vista, Boa Vista, etc. É uma escola bem vista e que sempre desenvolveu um bom trabalho”, complementa.

Nesta sexta-feira (11) haverá uma audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), convocada pela deputada Ana Paula Siqueira (Rede), para discutir a situação. 

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