‘Não é justo quem mora em um Estado ter prioridade’, diz Zema sobre vacina

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Governador defendeu plano nacional de vacinação contra a Covid-19

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a defender nesta segunda-feira (14) que a vacinação contra o coronavírus seja coordenada pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunização. Zema criticou governantes que estão anunciando acordos para a compra de vacinas antes da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disse que todos os mineiros que desejarem serão vacinados. 

“Infelizmente, muitos governantes têm se aproveitado dessa questão de forma política. Caso algum prefeito ou governador conseguisse uma vacina homologada, o que não existe ainda, só estaríamos provocando uma corrida maluca, um grande tumulto. Nós estamos trabalhando junto com o Ministério da Saúde em um programa nacional. Não é justo quem mora em um Estado ter prioridade”, afirmou Zema.

Na última semana, a Prefeitura de Belo Horizonte fechou acordo com o Instituto Butantan, de São Paulo, para garantir a imunização da população da capital contra a Covid-19 quando a CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, for aprovada. O governo de São Paulo já anunciou que a vacinação no Estado começa no dia 25 de janeiro para grupos prioritários. 

“Seria muito cômodo para mim assinar um punhado de papel falando que compramos vacinas para os mineiros, não é assim que funciona, vamos colocar o pé no chão. Vacinação, toda ela no Brasil, historicamente, foi conduzida nacionalmente, não vai ser diferente agora. Vamos sair do mundo da fantasia e entrar na realidade”, disse o governador. 

De acordo com o governo de Minas, o Estado adquiriu, até o momento, 50 milhões de seringas e agulhas e 671 câmaras refrigeradas para 462 municípios.

A distribuição das doses vai seguir um fluxo já existente: o Ministério da Saúde entrega as vacinas na Central Estadual da Rede de Frio, em Belo Horizonte, que distribui o material para as 28 unidades regionais da Secretaria de Estado de Saúde. Cada regional faz o repasse das doses para os municípios de sua área de abrangência.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, o Ministério da Saúde tem, em processo de compra, 260 milhões de doses da vacina de Oxford, 42 milhões do consórcio Covax Facility, 70 milhões da Pfizer, que estão sendo negociadas, e 46 milhões do Instituto Butantan. Nenhuma delas foi aprovada pela Anvisa até o momento.

“Essa vacinação, pela magnitude que vai ter, de buscar quase toda a sociedade, será prolongada. Provavelmente teremos o ano de 2021 inteiro de vacinação, de grupos em grupos, e nesse período toda a indústria vai estar produzindo vacina e fornecendo. O que já se tem hoje de encomenda do governo federal já passa de 300 milhões de doses, o que daria para 150 milhões de brasileiros, se formos vacinar duas vezes”, afirmou. “Teremos o ano de 2021, e quiçá até 2022, vacinando toda a população, concluiu.

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