Polícia ouve 2 mais testemunhas sobre morte de mulher que caiu de prédio em Belo Horizonte

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Mais duas pessoas prestaram depoimento na manhã desta quarta-feira (2) sobre a morte de Hilma Balsamão na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Região Noroeste de Belo Horizonte.

A corretora de imóveis morreu ao cair da cobertura de um prédio, no dia 20 de novembro, no bairro Castelo, na Região da Pampulha. No local, mora o namorado de Hilma e era realizada uma festa.

Segundo a defesa da família da corretora de imóveis, nesta quarta, foram ouvidos uma adolescente que estava no apartamento e o síndico do prédio.

De acordo com o advogado Mário Lúcio de Moura Alves, a jovem é parente de uma amiga de Hilma, Ângela Maria Ezequiel, que também já prestou depoimento. “A adolescente, por infelicidade, chegou a Belo Horizonte na mesma sexta-feira e foi convidada pela Ângela, porque elas são primas de segundo grau. A adolescente acompanhou apenas. Não tinha conhecimento de ninguém”, disse.

Hilma Balsamão, morreu depois de uma queda de uma cobertura, no bairro Castelo, em BH — Foto: Polícia Civil

Já o síndico, segundo o advogado, foi uma das primeiras pessoas a verem o corpo de Hilma após a queda.

“O síndico se deparou com o corpo no quarto dele, onde se abre uma porta e dá para uma varanda. Só que as cortinas estavam fechadas. Quando ele abriu, ele viu a presença do corpo e, consequentemente chamou a polícia e o socorro imediato”, afirmou o advogado.

Alves não deu detalhes sobre o teor das oitivas, mas disse que os depoimentos foram esclarecedores.

As investigações são feitas pelo Núcleo de Feminicídio e estão sob sigilo. O caso foi registrado como suicídio, mas a família contesta.

“Nós vamos perseguir sempre na condução da busca da verdade real. É isso que nós pretendemos”, afirmou.

Nesta semana, quatro pessoas que estavam no apartamento já haviam prestado depoimento. Na segunda-feira (30), foram ouvidos o namorado de Hilma, o empresário Gustavo Veloso e o filho dele. Já nesta terça-feira (1º), foi realizada a oitiva da amiga de Hilma e do cantor Weliton Costa.

Segundo o advogado, nesta quinta-feira (3), mais uma testemunha deve ser ouvida. Trata-se de um vizinho do prédio de frente. Já para semana que vem estão previstas oitivas de parentes de Hilma.

Investigações

Segundo informações do boletim de ocorrência, um vizinho acionou a Polícia Militar, dizendo que ouviu discussões vindas do apartamento 401, onde Hilma estava desde o início da tarde.

Logo após a confusão, o morador contou à polícia que escutou um forte barulho na área privativa do prédio.

Ao chegar na parte externa, o vizinho encontrou a vítima caída, com ferimentos na cabeça e no corpo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte da administradora.

A queda foi de uma altura de aproximadamente 15 metros. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML).

Relacionamento conturbado

Militares que foram até o local conversaram com Gustavo de Almeida Veloso, morador do apartamento onde a vítima estava. Ele alegou que os dois tinham um “relacionamento afetivo casual”.

Hilma Balsamão, morreu depois de uma queda da cobertura de um prédio, no bairro Castelo, em BH — Foto: Redes Sociais

No dia da queda, segundo ele, Hilma não aceitou o fim do relacionamento e teria jogado uma garrafa de bebida no chão, o que teria iniciado uma briga entre o casal.

Gustavo ainda contou para a polícia que os dois teriam feito uso de bebidas alcoólicas. Em um momento, ele pediu para que o filho filmasse com o celular a discussão com Hilma, mas que ela teria tomado o telefone do adolescente e jogado no chão.

Ainda segundo o namorado da vítima, ela teria se aproximado da sacada e se jogado do 4º andar.

No boletim de ocorrência, o homem negou que agrediu Hilma. Um vizinho que pediu para não ser identificado contou que as brigas entre o casal eram corriqueiras.

“Infelizmente tinham festas constantes no apartamento e, realmente, a gente ouvia discussões”, contou o morador.

A polícia informou que outros frequentadores da festa alegaram que não estavam na cobertura no momento da confusão e não souberam explicar para os militares o que teria acontecido.

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