Voto para prefeito em BH custou de R$ 3,38 a até R$ 846,50

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O custo do voto do eleitor belo-horizontino teve um valor bem diferente para cada candidato à prefeitura na eleição de 2020.

Enquanto para o deputado Bruno Engler (PRTB), segundo colocado na disputa, cada voto computado nas urnas custou R$ 3,38, para o empresário Fabiano Cazeca (PROS), que ficou na 11º colocação, cada voto custou R$ 846,50. Já o prefeito Alexandre Kalil (PSD), reeleito em primeiro turno, desembolsou em média R$ 7,93 para cada voto conquistado. 

Os dados foram obtidos com a prestação de contas final apresentadas pelos candidatos ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). O custo por voto foi obtido pela divisão entre as despesas contratadas na campanha e o número de votos recebidos. 

Ao todo, 14 candidatos que concorreram ao cargo de prefeito na capital mineira gastaram um montante de R$ 23,2 milhões. Somados, os candidatos receberam 1.237.764 votos. Dessa forma, em média, o custo por voto do eleitor belo-horizontino em 2020 foi de R$ 18,75. Outros 95 mil anularam o voto e 59 mil votaram em branco.

A candidata do PCO à PBH, Marília Domingues, não declarou nenhum gasto até o prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral. Procurada, Marília não se manifestou. Ele recebeu 330 votos, ficando na última colocação da disputa pela prefeitura. 

O deputado Bruno Engler, que declarou despesas de R$ 416,5 mil com sua campanha, obteve 123 mil votos (9,95% dos votos válidos), com custo médio de R$ 3,30 por voto.

O parlamentar teve um lançamento de candidatura conturbado por causa de disputas internas no PRTB, mas terminou a campanha como o segundo mais votado. Sem usar recursos dos fundos eleitorais e partidários, o gasto de Engler foi o menor entre os cinco mais bem votados. 

Prefeito reeleito, Alexandre Kalil foi o candidato que mais gastou na campanha eleitoral deste ano, mas, como obteve 63,3% dos votos válidos, o custo por cada voto recebido nas urnas foi o segundo mais barato entre todos os candidatos. Ao todo, Kalil registrou R$ 6,2 milhões de despesas na campanha e recebeu 784 mil votos – cada voto custou R$ 7,93. 

Terceiro colocado na eleição para a PBH, com 114 mil votos (9,22% dos votos válidos), o deputado João Vítor Xavier (Cidadania) foi o segundo que mais gastou com as despesas de campanha. Ele declarou gastos de R$ 4 milhões, o que representa um custo de R$ 35,76 por cada voto que recebeu.

Já a deputada-federal Áurea Carolina (PSOL), que teve 103 mil votos (8,33% dos válidos) declarou ter gasto R$ 1,5 milhões na campanha, o que dá um custo médio de R$ 14,65 por cada voto recebido. 

O candidato que mais teve que colocar a mão no bolso por cada voto recebido na corrida pela PBH foi o empresário Fabiano Cazeca, do Pros, que registrou R$ 2,1 milhões de despesas com sua campanha e recebeu 2.517 votos (0,20% dos votos válidos).

O custo por cada vez que seu nome foi escolhido nas urnas foi de R$ 846,50. Praticamente todas as receitas para sua campanha vieram de seu próprio bolso – ele desembolsou R$ 2.127.975 de recursos próprios para sua campanha.

Nas primeiras semanas em que foram permitidas as propagandas em rádio e televisão, Cazeca não teve seu programa veiculado, nem suas inserções diárias foram transmitidas. O candidato afirmou na época que o partido não havia aprovado o plano de mídia e teve dificuldades internamente para solucionar o problema.

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