Covid-19: Prefeitos de cidades do Campo das Vertentes se reúnem para discutir retorno das aulas presenciais

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Prefeitos de cidades do Campo das Vertentes se reúnem para discutir retorno das aulas presenciais — Foto: Robson Panzera/G1

Via G1 Zona da Mata

Prefeitos que fazem parte da Associação dos Municípios da Microrregião da Mantiqueira (AMMA) se reuniram nesta terça-feira (15) para discutir os desafios para a volta às aulas nas cidades do Campo das Vertentes. Além de dificuldades para programar o retorno ao ensino presencial, algumas cidades da região também relataram problemas financeiros.

Atualmente, a macrorregião Centro-Sul, que integra cidades do Campo das Vertentes, está na Onda Vermelha do programa estadual “Minas Consciente”. A princípio, a proposta de retorno presencial das aulas apresentada pelo Estado engloba apenas as regiões que estão na Onda Amarela.

O presidente da Associação Mineira dos Municípios e vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Julvan Lacerda, também foi convidado a participar do encontro. A reunião contou ainda com a participação de representantes do judiciário, Ministério e Defensoria Pública e da Secretaria Regional da Educação.

Dificuldades apresentadas pelos municípios

Os chefes do Executivo questionam a falta de verbas para preparar o ambiente e até mesmo a insegurança dos professores por causa da pandemia de Covid-19. Outro ponto de dificuldade, seria o transporte, uma vez que muitos estudantes são da zona rural e precisam utilizar o transporte escolar. Para isso, as cidades necessitam de investimento em logística.

De acordo com o prefeito de Santa Bárbara do Tugúrio e presidente da Associação dos municípios da Macrorregião da Mantiqueira, Donatinho (Patriota), os municípios participantes fazem uma mobilização para traçar as melhores medidas para o retorno presencial gradual das aulas.

“Nós já sabemos os protocolos do Minas Consciente, eles já estão sendo montados de acordo com a dificuldade e particularidade de cada município, mas nós queremos tomar decisões em conjunto para que nenhum município fique aquém do outro”, declarou.

Sobre a previsão de retomada às aulas, Donatinho afirmou que o retorno depende das classificações impostas pelo “Minas Consciente”.

“Hoje ouvimos representantes de mães, prefeitos e faremos uma reunião com os secretários de Educação para que o retorno gradual seja efetivo e sem discordância entre os municípios. Estamos emprenhados em fazer com que as dificuldades apresentadas sejam reparadas”, concluiu.

Volta às aulas

Segundo a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), o retorno será facultativo e vai começar por alunos dos primeiros anos do ensino fundamental – do 1º ao 5º ano. A volta dos professores está programada para o dia 14 de junho e dos alunos a partir do dia 21.

A retomada só vai ocorrer nas regiões que estão classificadas como Onda Amarela ou Onda Verde do programa “Minas Consciente”.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) publicou um comunicado em que diz que vai recorrer da decisão.

“A repentina mudança dos votos dos desembargadores que acompanharam a divergência causa ainda mais estranheza e perplexidade em razão de que estamos em mais um momento de agravamento da crise sanitária em nosso Estado, com o constante crescimento do número de casos em toda Minas Gerais, inclusive com a chegada de novas cepas da doença, o que ensejaria na necessidade de manutenção da medida e não o contrário, conforme foi decidido”, informou.

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