Situação de hidrelétricas e reservatórios é monitorada em Juiz de Fora; em meio à crise hídrica no país

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Represa de Chapéu d’Uvas tem 61% da capacidade atualmente em Juiz de Fora — Foto: Prefeitura de Juiz de Fora/Divulgação

Via G1 Zona da Mata

No início de junho, a Agência Nacional de Águas (ANA) declarou situação crítica de escassez hídrica em áreas de cinco estados, entre eles, parte de Minas Gerais. Para saber se a medida afetaria Juiz de Fora, o G1 entrou em contato com a autarquia federal, que informou que o município fica na Região Hidrográfica Atlântico Sudeste e que não é abrangida pelo alerta.

Apesar disso, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Votorantim Energia acompanham a situação das hidrelétricas que cortam a cidade. Já a Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), os reservatórios.

De acordo com o governo federal, o último período chuvoso, que acabou em abril deste ano, foi o mais seco em 91 anos no Brasil. Para saber também como está o cenário de chuva na região, a reportagem conversou com o climatologista Ruibran dos Reis.

Veja abaixo a situação de Juiz de Fora, bem como a previsão do tempo para os próximos meses e como a crise pode afetar a conta da energia elétrica.

Situação das hidrelétricas

Juiz de Fora integra a bacia do Médio Paraibuna, pertencente ao Rio Paraíba do Sul, e seu perímetro urbano é drenado por 156 sub-bacias de diversas dimensões.

A bacia representa 2,21% do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, monitorado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Até a última atualização, feita no sábado (5), a bacia estava com 46,87% do volume útil atual.

A Cemig informou que Juiz de Fora está próxima de três usinas de pequeno porte da companhia. No entanto, elas não têm poder de regularização de vazões.

As usinas hidrelétricas (UHEs) Joasal, Marmelos e Paciência estão instaladas no Rio Paraibuna e possuem reservatórios de 70.000 m³, 60.000 m³ e 360.000 m³ de volume total, respectivamente.

“Todavia, mesmo com um cenário de vazões ruins, os reservatórios das pequenas centrais hidrelétricas em questão não tem capacidade de armazenamento para ser utilizado no período de secas”, informou a Cemig em nota enviada ao G1.

Conforme a Cemig, o órgão acompanha o cenário de estiagem nas rotinas operacionais e os reservatórios de regularização – os que acumulam água – como as UHEs Três Marias, Camargos, Nova Ponte e Emborcação.

A companhia ainda destacou que “que não há relação direta do armazenamento das usinas instaladas perto do município e o suprimento energético da região, dado que o setor elétrico brasileiro tem um sistema interligado de transmissão de energia – o que é gerado nas usinas de todo país é dividido para todas as regiões – que garante as condições de geração necessárias para atender o consumo local”.

Ainda próximo de Juiz de Fora, existe a UHE da Picada, que é de responsabilidade da Votorantim Energia. Em nota, a empresa informou que a mesma é “uma usina de fio d’água, ou seja, que utiliza o reservatório para acumulação de água suficiente apenas para prover geração com a afluência que já existe”.

“Ela não é uma usina que ‘mantém o reservatório cheio para gerar energia’, mas aproveita a água que chega e deflui (solta) no rio. A geração da UHE Picada é controlada pelo ONS/Operador Nacional do Sistema Elétrico e vem trabalhando com as previsões de baixa precipitação de chuvas na região Sudeste, assim ele é quem despacha (autoriza) a geração conforme a necessidade do Sistema Interligado Nacional”, finalizou a Votorantim Energia.

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