Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) detectam dois casos da variante delta em Belo Horizonte; diz pesquisadores

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Estes são os primeiros registros da variante delta na capital. Os contaminados tinham retornado de viagem do Reino Unido

Via G1 Minas Gerais 

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) detectaram, pela primeira vez, nesta segunda-feira (26), dois casos da variante delta do coronavírus em Belo Horizonte. Os contaminados tinham retornado de viagem do Reino Unido.

De acordo com o professor do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), Renan Pedra de Souza, as amostras, coletadas em 16 de julho, foram enviadas pelo laboratório municipal da Prefeitura de Belo Horizonte à universidade já identificadas como suspeitas de variante delta.

“Toda terça-feira nós recebemos amostras da semana anterior e fazemos a caracterização das variantes do coronavírus dessas amostras. Na semana passada, nós recebemos, além do fluxo normal, duas amostras que nos foram identificadas como suspeitas de serem variantes delta. Nós procedemos com o fluxo usual de caracterização de variante, e foi confirmado que eram duas amostras da variante delta”, explica Souza.

O pesquisador não tem informação sobre o estado de saúde dos pacientes e o local onde a contaminação ocorreu. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA) e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) já foram notificadas.

Souza explica que ainda não foram detectados casos que indiquem a ocorrência de transmissão comunitária da variante delta do coronavírus em Minas Gerais, mas essa possibilidade não está descartada. Até o momento, um registro foi confirmado, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em maio. O paciente infectado tinha estado na Índia.

“As informações que temos hoje, esses dois casos mais um de Juiz de Fora, são de pessoas retornando do exterior. Os indícios são que não (haja transmissão comunitária), mas, dada a sequência já vista no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo, que já confirmaram transmissão local, a gente tem uma suspeita muito forte de que isso esteja acontecendo em Minas Gerais também”, diz o pesquisador.

Pesquisadores da UFMG fazem sequenciamento genético e identificam mutações do coronavírus — Foto: Reprodução TV Globo
Estudos apontam que a variante delta é mais transmissível. Em um artigo publicado na revista científica Eurosurveillance, pesquisadores ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao Imperial College London apontam que a delta foi a variante que teve o maior aumento na taxa de reprodução em relação ao coronavírus original.

O pesquisador da UFMG ressalta que as vacinas são eficazes contra a variante delta e que é importante manter os cuidados preventivos contra o coronavírus para a prevenção da cepa. “Qualquer interação sem máscara, maior proximidade, isso tudo aumenta a chance da transmissão”, pontua Souza.

O secretário municipal de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, já afirmou que há expectativa de que a capital registre um aumento de casos de Covid-19 na segunda quinzena de agosto por causa da variante delta.

G1 questionou a SMSA e a SES-MG sobre a detecção da variante em Belo Horizonte e aguarda retorno.

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