Homem acusado de matar a enfermeira Priscila Cardoso, no Vale do Aço, é condenado a 30 anos de prisão

0
Enfermeira Priscila Cardoso foi vítima de latrocínio em março deste ano — Foto: Redes Sociais

Via G1 Vales de Minas Gerais 

Foi condenado a 30 anos de prisão o réu confesso da morte da enfermeira Priscila Cardoso, assassinada em março deste ano, no Vale do Aço. O julgamento do crime foi realizado nesta quarta-feira (17), no Fórum de Caratinga.

O réu Reginaldo Ferreira de Souza foi condenado por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Ele recebeu pena de 30 anos e 15 dias em regime fechado.

A defesa de Reginaldo tentou desclassificar o crime de latrocínio, apontando a motivação como feminicídio, pois o réu teria tido um envolvimento amoroso com a vítima. Porém, essa hipótese foi descartada, uma vez que o homem não soube dizer dados básicos de Priscila, como o número de telefone ou a data de aniversário.

O g1 entrou em contato com a defesa de Reginaldo Souza, que informou que vai recorrer da decisão.

Também foi julgado Clébio Dutra de Jesus, mecânico que foi preso com o carro roubado da vítima. Ele estava em processo de desmanche do veículo quando foi preso pela Polícia Militar de Teixeira de Freitas, na Bahia.

Clébio foi condenado a 2 anos e 6 meses de prisão por tentativa de adulteração de veículo.

Entenda o caso

Priscila foi vista pela última vez no dia 15 de março, quando saía de um posto de saúde no bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso. Uma câmera de segurança próxima à unidade de saúde registrou o momento em que a enfermeira foi rendida por um indivíduo com a mão sob a camisa, aparentando estar armado.

Um dia depois, a Polícia Militar localizou o carro da enfermeira em Teixeira de Freitas, na Bahia, por meio de sistema de rastreamento do automóvel. O veículo estava em processo de desmanche em uma oficina e um mecânico, de 36 anos, foi preso.

Já no dia 19 de março, o suspeito do crime foi preso em Guarapari, no Espírito Santo, e confessou o crime.

corpo de Priscila foi encontrado em uma plantação de eucalipto, no dia 20 de março, com marca de tiro na testa.

laudo IML apontou que ela foi torturada, pois havia diversas fraturas pelo corpo.

O enterro dela foi realizado na cidade natal, em Resplendor, no Vale do Rio Doce. Amigos e familiares homenagearam Priscila na despedida da enfermeira.

Deixe um Comentário

Deixe um comentário
Digite seu nome aqui