Puxado por sertanejos, shows retornam e empolgam público e artistas

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Primeiro segmento a parar, em março de 2020, e o último a ter suas atividades reestabelecidas, o mercado cultural foi um dos mais prejudicados pela pandemia de Covid-19. Com o avanço da vacinação e a diminuição de casos da doença no Brasil, produtores, artistas e empresários começam a retomar as atividades em meio a uma crise econômica acirrada e pelo menos 450 mil desempregados, segundo dados do Observatório Itaú Cultural. Os desafios são enormes, mas a demanda reprimida por um ano e meio tem trazido otimismo para o setor.

Segundo a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), só no ano passado, foram mais de 350 mil shows, festas, congressos, rodeios, eventos esportivos, espetáculos, entre outros, que deixaram de ser realizados em 2020, o que representou R$ 90 bilhões a menos no faturamento.

“Entendemos que precisamos nos preparar para atender essa demanda da forma mais segura e com o melhor nível de serviço possível”, afirma Bruno Sartório, diretor comercial da R2 com.vc, uma das maiores empresas do segmento no Distrito Federal.

O porta-voz do Grupo R2 contabiliza que os prejuízos da empresa chegaram a R$ 15 milhões e resultaram em 100 demissões. Nesse cenário, a empresa buscou se reformular para conseguir voltar à ativa.

“Voltaremos menos verticalizados. Antes da pandemia, tínhamos várias áreas dentro da empresa: cenografia, produção de conteúdo, marketing digital, live marketing… Hoje estamos concentrados em um time estratégico de desenvolvimento e inovação de produtos de entretenimento e vamos atuar em rede com parceiros e fornecedores. Porém, os eventos, que são os grandes geradores de empregos, voltaram com força máxima”, completa Bruno.

O novo formato já está dando bons resultados. A abertura de vendas do Carnaval do Mané, que terá show de nomes como Gusttavo Lima e Jorge e Mateus, teve a maior pré-venda da história do Grupo R2.

No DF, a realização de shows, encontros corporativos e gastronômicos, feiras e exposições culturais foram autorizados no final de outubro, quando pelo menos 2,2 milhões da população já havia recebido a 1ª dose da vacina contra a Covid-19. Os estabelecimentos ainda são obrigados a seguir medidas sanitárias, mas as exigências são bem menos rígidas que as adotadas durante o ápice da pandemia. As medidas favorecem cerca de 1,6 mil empresas do segmento no DF, além de centenas de artistas locais.

Fátima Facuri, presidente da Associação Brasileiras de Empresas de Eventos (ABEOC Brasil), confirma que as perspectivas são positivas, mas lembra que muitos empreendimentos deixaram de existir no período.


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“As flexibilizações estão acontecendo e, passo a passo, estamos retomando o calendário e também a capacidade dos eventos. Guardadas as devidas e necessárias medidas de prevenção sanitária, estamos comprovando o que há muito estamos dizendo: eventos corporativos são seguros e necessários à economia. Infelizmente, nem todos conseguiram suportar os meses de paralisação total, mas as expectativas de recuperação e retorno, o mais brevemente possível, aos números pré-pandemia recompensam toda luta que travamos nesse período”, garante Fátima Facuri.

Retomada acelerada de shows

Nacionalmente, o retorno dos shows presenciais é protagonizado pelos artistas do sertanejo, que viram seus cachês dispararem na pandemia. Um show de Gusttavo Lima, por exemplo, não sai por menos de R$ 700 mil e pode chegar a R$ 1, 2 milhão. E a agenda já está cheia, com direito a show no Maracanã, em 2022, além de várias outras apresentações ainda este ano.

“Realizamos dois shows presenciais aqui no Brasil, um em 23 de outubro, em Goiânia e o outro no dia 1º de novembro em Morrinhos, também no Goiás. Foram duas experiências incríveis e que superaram todas as minhas expectativa. Acredito que o que tem sido fundamental para tudo dar certo é a adequação a esse novo normal. Agora para novembro, temos mais 11 apresentações, passando pelo Pará, Maranhão, Espírito Santo, São Paulo e Paraná. Vamos seguir com tudo, mas mantendo todos os cuidados necessários”, contou o artista ao Metrópoles.

Os cantores Zezé Di Camargo e Luciano estão aproveitando o momento para celebrar os 30 anos de carreira. A volta aos palcos ocorreu no Espaço das Américas, em São Paulo, com um público de 1,5 mil pessoas vacinadas. “Nossa maior felicidade é viajar pelo Brasil e ver o público cantando nossas músicas nos shows, porém, há quase dois anos, essa sensação foi tirada de nós, por conta da pandemia . Não consigo descrever minha emoção para pisar novamente nos palcos”, destacou Zezé Di Camargo.

“O maior papel do artista é levar alegria para nossos fãs e, após um ano atípico, tivemos que nos adaptar para podermos continuar trabalhando. Nossa volta, no dia 4, foi com toda paixão, como o público merece”, completou Luciano.

Quem também está experimentando uma retomada acelerada é Luan Santana. O cantor anunciou a turnê Comeback para o dia 11 de dezembro, na Jeunesse Arena, e viu o site em que as vendas ocorrem travar. “Além das várias remarcações, dos shows que não tiveram, por conta da pandemia, eu vou cumprir, também, shows em novos locais, por todo canto do Brasil. E também lá fora em breve”, contou Luan.

O sertanejo já tem três grandes shows marcados para este ano, além de dois para o início de 2022. Ele começará a turnê pelo Rio de Janeiro e depois segue para São Paulo e Santa Catarina.

“A Cidade Maravilhosa está na lista dos mais famosos cartões postais do mundo. O Cristo Redentor já vale como uma simbologia e tanto para quem se faz identificar de modo tão latente com o seu país e a sua gente. E eu sou assim. Os meus fãs são assim. Nada mais genuíno do que resgatar os valores do afeto físico, tão preteridos nesta época da pandemia, que seja pelo olhar, que seja com todos ali presencialmente, promovendo a conexão entre as pessoas e o mundo por meio da música, e bem no Rio, sob as bênçãos do Cristo Redentor”, concluiu Luan.

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