Um ano após filho ser assassinado, mãe desabafa: “Só quero justiça”

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Um ano após o assassinato do filho, Albertina Reis, 48 anos, moradora de Samambaia, ainda não sabe quem foi o responsável pelos disparos que tiraram a vida de Luiz Alberto Araújo de Moraes.

O crime aconteceu em 22 de novembro do ano passado, durante festa em uma chácara no Recanto das Emas. O jovem, à época com 28 anos, levou dois tiros na cabeça após uma briga motivada por ciúmes da ex-namorada. O autor nunca foi, sequer, identificado.

O sentimento de Albertina é de angústia. “Eu me sinto muito mal. Sei que não sou a primeira e nem a última pessoa que tem um caso na família assim, que não tenha sido desvendado. Mas, a gente fica triste”, lamenta.

Albertina acredita que testemunhas podem ajudar a desvendar o crime, mas ficam com receio de denunciar. “Só quero justiça, saber quem foi. Porque a pessoa que atirou nele, atirou com muita raiva”, desabafa.

Na chácara onde ocorria a festa não havia câmeras de segurança. Além disso, segundo a moradora de Samambaia, um dos caseiros lavou o local do assassinato antes da chegada da perícia, o que dificultou o recolhimento de digitais e vestígios que poderiam identificar o suspeito.


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Em casa, a mãe ainda guarda objetos que trazem lembranças do filho. Poucas peças de roupa sobraram. Um boné e uma camiseta que o rapaz costumava usar para dormir até hoje guardam o cheiro dele. É assim que Albertina se conforta e mata um pouco da saudade. O restante foi doado, diante de muita dor, a amigos, ao pai e ao irmão de Luiz.

“Eu acordo pensando nele. Durante o dia temos os afazeres, mas sempre estou lembrando de alguma coisa que vivenciei com ele”, conta. “A noite é dura. Faço as minhas orações e penso nele. Ainda tem a insônia que não me deixa não pensar.”

A saudade bate ainda mais forte a cada 15 dias, quando Albertina fica a neta, Luiza, filha que Luiz Alberto deixou ao falecer. Ela coloca um porta-retrato na sala para a menina lembrar do pai, a quem era muito apegada. A pequena brinca com o objeto e sempre pergunta por ele. “Agora ele é uma estrelinha que está com o Papai do Céu”, a avó responde.

O jovem trabalhava como eletricista de veículos em uma oficina junto ao pai. Albertina lembra do filho como uma pessoa muito dedicada ao trabalho e à família. “Não tenho o que me queixar dele, era o meu braço direito. Sinto falta das nossas conversas. Não só de mãe, mas também como amiga”, lamenta.

Relembre

Luiz Alberto estava em uma festa rave clandestina quando viu o suspeito conversando com a ex-namorada e uma outra mulher. Com ciúmes, foi tirar satisfação. Os dois discutiram e entraram em uma luta corporal. Em determinado momento, o homem sacou uma pistola e disparou várias vezes. Dois tiros acertaram a cabeça de Luiz. Um homem, que também estava na festa, foi baleado na perna.

A PCDF informou que as diligências continuam em andamento e a investigação é conduzida pela 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). A polícia diz, ainda, que o inquérito policial foi instaurado e o caso está na esfera judicial.

Caso tenha alguma informação sobre o homicídio, denuncie pelo 197. A identidade será mantida sob sigilo.

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