Bolsonaro admite que reformas não devem avançar em 2022

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu que as reformas econômicas que tramitam no Congresso Nacional não devem avançar em 2022, em razão da proximidade com as eleições.

Bolsonaro disse que o governo gostaria que a reforma administrativa — que altera as regras para os futuros servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário da União, estados e municípios — avançasse, mas sabe que as negociações em anos eleitorais são complicadas.

“A gente gostaria que a reforma administrativa avançasse, por exemplo, mas eu tenho sete mandatos de deputado federal e nesses anos onde existem as eleições para presidente, para senadores, para deputados também são anos difíceis, não tem negociação”, disse Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan na noite de segunda-feira (11/1).

Ele afirmou ainda que os parlamentares avaliam que pode não valer a pena pagar o preço com esse tipo de voto. No caso da reforma administrativa, há forte resistência do funcionalismo público.

“O parlamentar no final das contas ele vê aonde é que ele vai pagar um preço com aquele voto, contrário ou favorável a tal proposta. Então, muito difícil que qualquer proposta siga dentro do parlamento que possa despertar qualquer sentimento outro junto ao eleitorado brasileiro”, continuou o presidente.

Em 2021, ao defender a eleição de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara, o governo confiou que as reformas seriam discutidas com maior celeridade. Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, responsabilizavam o ex-presidente da Casa Rodrigo Maia (sem partido-RJ) pela paralisação da agenda.

Falta de apoio, eleição e atrito entre Câmara e Senado travam reformas

No ano passado, porém, o governo não conseguiu prosperar nas negociações e as reformas não foram alavancadas.

Outro tema defendido por Guedes, a reforma tributária foi fatiada em diversos projetos, mas pouco avançou. Ela propõe uma série de mudanças, entre elas, alterações nas regras do Imposto de Renda e em tributações referentes ao consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS).


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O mandatário, que foi deputado federal por 28 anos, lembrou que poucas propostas são aprovadas pelo Congresso em anos eleitorais. Ele disse, porém, esperar que o ano termine com números positivos para o Produto Interno Bruto (PIB).

“Agora, é isso aí, é ano eleitoral pouquíssima coisa anda. A gente espera que o que esteja no Parlamento no momento, já tenha aprovado em uma das duas casas, prossiga. Novas propostas eu acho muito difícil. Agora, a economia eu acho que vai, podia ir melhor com algumas reformas, mas eu acho que terminaremos o corrente ano com números positivos para o nosso PIB”, disse Bolsonaro.

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