GDF manda recolher livro com conotação sexual denunciado por deputado

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A Secretaria de Educação informou, nesta segunda-feira (24/1), não ter identificado a entrada do livro “Estórias de Jabuti” no Distrito Federal pelo Programa Nacional do Livro Didático, no Ministério da Educação. A pasta garantiu que vai recolher o material, caso seja encontrado em alguma unidade pública de ensino da capital federal.

A obra da editora Rovelle foi alvo de denúncia do vice-presidente da Câmara Legislativa (CLDF), deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos), o qual representou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na última sexta-feira (21/1), após identificar, segundo ele, uma suposta conotação sexual no texto de um livro usado na rede pública da capital federal.

“A Secretaria de Educação realizou um levantamento e não identificou a entrada do livro na rede pública do DF pelo Programa Nacional do Livro Didático. A Gerência das Políticas de Leitura, dos Livros e das Bibliotecas foi incumbida de recolher o título se constatar que eventualmente entrou numa escola pública por fontes não oficiais”, frisou.

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Conotação sexual

Segundo Rodrigo Delmasso, a obra literária do autor Marion Villas Boas precisa ter o conteúdo investigado pelos promotores, uma vez que é usado por estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental das instituições de ensino público.

A representação do distrital pede que, além de investigação, o livro seja retirado do conteúdo escolar da Secretaria de Educação. Integrante da Igreja Sara Nossa Terra, Delmasso afirma que o material é disponibilizado pelo Ministério da Educação.

“A história gira em torno do plano do Jabuti de se vingar da Raposa, que roubou a sua flauta. Além do livro expor este plano de revanche, a linguagem utilizada é completamente chula e inapropriada para crianças”, analisou o deputado.

Linguagem “obscena e esdrúxula”

Segundo o parlamentar, que concordou com o posicionamento dos pais dos alunos, o texto induz a um conteúdo “desrespeitoso” e “esdrúxulo”.

“O Jabuti…deixando o traseiro para cima, untou seu fiofó com bastante mel e ali ficou esperando a raposa. Logo que ela apareceu, o Jabuti começou a soltar peidos, e a cada peido voava uma abelha. A Raposa, que gostava muito de mel, vendo aquele líquido lustroso, meteu o dedo e provou. – É mel! – disse. Outra raposa, que estava com ela, falou: – Mel, nada; parece o fiofó do Jabuti. Mas a raposa não quis ouvir mais nada. Meteu a língua para chupar o mel”, registra trecho extraído do livro.

“Diante do que foi exposto, pode-se perceber uma história completamente inapropriada para crianças que estão iniciando o ensino fundamental, tendo em vista o uso de palavras e frases com uma linguagem extremamente grosseira e obscena, como por exemplo: trepou, fiofó, meteu a língua para chupar, apertou o fiofó. Além da história ensinar, ao meu ver, sobre vingança de cunho extremamente maquiavélico”, argumentou o parlamentar.

O Metrópoles entrou em contato com a editora Rovelle, responsável pela publicação, que não havia se manifestado até a publicação da reportagem.  O conteúdo será atualizado se houver posicionamento do grupo editorial.

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