Hamster indicado como apoio afetivo a menina é expulso de voo da Azul

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São Paulo – Maria Eduarda, de 8 anos, teve que se mudar de Florianópolis para a Bélgica sem seu animal de suporte emocional. A separação ocorreu em novembro porque a hamster Ivy foi impedida de viajar no avião com a menina.

Mas, em breve o pai da garota, Roger Bittencourt, de 50 anos, poderá voltar ao Brasil para buscar Ivy. Isso porque por determinação da juíza Vania Petermann, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a Azul terá que viabilizar a viagem para transportar o animal para a Europa.

“Ela ainda chora e diariamente fala que sente muito a falta dela. Para a Maria Eduarda está sendo difícil, foi um trauma grande ter que abandonar a Ivy e ainda toda essa mudança de país e escola tudo ao mesmo tempo”, disse Roger ao Metrópoles.


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De acordo com a liminar, a companhia aérea tem o prazo de 20 dias para providenciar o suporte necessário para que Roger retorne ao Brasil e depois possa embarcar com a hamster para a Bélgica. Caso descumpra a decisão, a multa é de R$ 10 mil por dia.

A reportagem do Metrópoles questionou a empresa Azul sobre o ocorrido, mas até o momento não teve resposta.

Mudança

Maria Eduarda foi diagnosticada com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e por recomendação de uma psicóloga tem a hamster Ivy como animal de apoio emocional desde junho de 2020.

A família decidiu se mudar de Florianópolis, em Santa Catarina, para a Antuérpia na Bélgica, porque a mãe de Maria Eduarda, Christiane Meyre da Silva Bittencourt, de 47 anos, foi aprovada no doutorado.

Barrado

Roger cumpriu todos os procedimentos para o animal viajasse de mudança com a família para Bélgica. Em 21/11/21, tentaram embarcar com a hamster, mas foram impedidos porque a Azul solicitou um documento que já tinha sido apresentado.

Em 32/11/21, Maria Eduarda, Roger e Christiane conseguiram embarcar com Ivy em Florianópolis no voo para Bruxelas. Mas em uma conexão em Campinas, a Azul impediu que Ivy continuasse a viagem. A família retornou para casa e fez a viagem sem o animal no dia seguinte.

“Foi muito traumático, porque tínhamos certeza que iria dar certo, estávamos com todos os documentos, foram meses de planejamento e busca de informação. Foi muito desesperador ver a minha filha chorando e todo o nosso esforço em vão”, afirmou o pai.

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