Moradores de prédio que caiu no DF querem pegar pertences: “Sem nada”

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A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) iniciaram, nesta segunda-feira (10/1), o quarto dia de monitoramento do prédio que caiu em Taguatinga Sul. Os moradores seguem sem autorização para entrar nos apartamentos e estão ansiosos com a proibição de recolher pertences pessoais.

Vídeo: veja o momento em que prédio desaba no Distrito Federal

O pedreiro Osmar Santos, 65 anos, voltou ao local nesta manhã com expectativa de recuperar os documentos. “Saí sem nada. Os móveis, eu sei que não vou conseguir pegar agora, mas queria pelo menos os documentos, cartão e dinheiro”, afirma.


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A família de Osmar, que morava no 4° andar do edifício que desabou, na última quinta-feira (6/1), está hospedada em casa de parentes, em Taguatinga Norte.

De acordo com Osmar, alguns moradores do edifício tinham certeza de que o prédio estava prestes a cair. “Nós percebemos, né? As infiltrações e várias rachaduras… Eu, como pedreiro, sabia que não tava certo, mas não tinha muito o que fazer. Agora, vamos aguardar o momento certo para entrar”, disse Osmar.

Os engenheiros responsáveis pelo monitoramento e uma equipe de topografia farão uma avaliação comparativa do edifício para verificar se houve novos deslizamentos.

Caso o prédio não tenha sofrido deslocamentos, as equipes do CBMDF estarão autorizadas a entrar e recuperar pertences menores dos moradores.

Apoio às vítimas

O responsável pelo prédio  divulgou um comunicado, na tarde desse domingo (9/1), para informar que prorrogou o prazo de permanência das famílias que moravam no edifício para que fiquem nos hotéis custeados por ele, pelo menos até a próxima quarta-feira (12/1).

Segundo o administrador de Taguatinga, Bispo Renato, as forças de segurança do GDF continuarão trabalhando em apoio às vítimas. “Nós vamos contar com a colaboração da população inclusive com alimentos”, espera.

Os postos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e da Defesa Civil servirão de ponto de apoio a fim de recolher doações para os moradores.

Além disso, uma das moradoras disponibilizou o endereço QSE 7, Casa 35, rua do CEF 10, em Taguatinga, para receber doações. Pelo PIX (61) 98408-6817 (celular) também é possível ajudar.

O prédio que desabou em Taguatinga Sul não tinha alvará de construção ou carta de Habite-se, portanto, é irregular. A informação foi confirmada ao Metrópoles pelo Governo do Distrito Federal.

Ainda segundo o GDF, a obra não foi autorizada pela Central de Aprovação de Projetos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e sequer houve solicitação de licenciamento para o projeto.

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