MPSP processa Salles e assessores de Bolsonaro por motociata

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O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e outros 12 aliados do presidente Jair Bolsonaro (PL) estão sendo processados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) por promoção e participação numa motociata em homenagem ao chefe do Executivo, em junho de 2021, nos arredores da capital paulista.

Principal evento da temporada de motociatas que Bolsonaro promoveu ao longo do ano passado, a de São Paulo ocorreu em 12 de junho e já havia rendido uma multa de R$ 552,71 para o presidente da República pelo não uso de máscara.

Agora, o promotor Arthur Pinto Filho, da área de Direitos Humanos do MPSP, quer que 13 bolsonaristas paguem multas que totalizam R$ 800 mil por participação nesse ato político promovido apesar da imposição de medidas de distanciamento social para frear a contaminação pelo coronavírus.

“Os requeridos agiram conjunta e orquestradamente para levar massas de pessoas às ruas, com absoluta ciência de que as medidas sanitárias em vigor naquele momento não só seriam desrespeitadas, mas, também, desafiadas e contrariadas por palavras e gestos, dando exemplo para a sociedade de um negacionismo absurdo”, escreveu o promotor na ação, na qual os acusa de desrespeitar leis e decretos e estimulara aglomerações e o não uso de máscara.

Veja imagens da motociata em São Paulo no ano passado:


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Além de Ricardo Salles, são citados na ação assessores especiais de Bolsonaro que ensaiam carreiras políticas, como o ex-tenente do Bope Max Guilherme, que tenta se celebrizar por polêmicas, como chamar a cantora Claudia Leitte de “genocida”, e já tentou uma promoção alegando participação em um assassinato.

Outro alvo é o também militar e assessor presidencial Mosart Aragão, que ano passado promoveu evento para alavancar sua pré-candidatura a deputado em São Paulo e não reuniu nem 30 apoiadores.

Também são processados Jarkson Vilar da Silva, Marcelo Fernandes Bella, Tomé Abduch, Estevam Hernandes Filho, Renata Vaz Quesada Vilar da Silva, Waldir Luiz Ferraz, Carlos Alberto Maciel Romagnoli, Luiz Fernando Valente de Souza Marcondes, Adriana Mangabeira Wanderley e Lucas Moura de Oliveira.

Custos altos

Além de ter desrespeitado normas sanitárias em momento de pandemia, a motociata de junho do ano passado custou caro. Foram R$ 1,2 milhão em gastos para os cofres públicos paulistas para reforço do policiamento. Outros R$ 476 mil em recursos federais foram gastos com a comitiva do presidente – parte da qual agora é alvo do MPSP.

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