Noru Sushi Bar leva gastronomia e experiência japonesa ao Noroeste

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Um ar oriental tomou conta da principal quadra comercial do Noroeste, desde a abertura do Noru Sushi Bar, há cinco semanas. Com um nome que remete à região e que traduzindo para o português quer dizer evolução constante, a casa japonesa foi chegando aos poucos e está gerando curiosidade no público. A expectativa tem uma razão: a pandemia e a obra do ponto retardaram a inauguração em alguns meses, obrigando os proprietários a partirem para um modelo de negócio diferenciado até poderem finalmente receber o público “em casa”.

Durante os últimos meses, o Noru funcionou como um projeto itinerante, que atendia a eventos particulares sob o comando do chef Nishimura. Vindo de São Paulo, ele tem passagens por restaurantes renomados de lá, como o premiado Kinoshita. A estratégia, que também passou pelo Genèse, restaurante vizinho, tinha como principal objetivo tornar o empreendimento conhecido e testar a proposta gastronômica sem ter ainda um ponto físico. Ou seja, causar aquele frisson!

Estive na casa na quarta-feira passada no jantar, por enquanto, o único horário em que ela funciona, para conhecer e experimentar a cozinha do chef. Você já deve ter percebido por aqui que eu sou apaixonada por comida japonesa, né? Então estava bem curiosa. A primeira impressão é que o espaço foi bem montado. A loja em si é pequena, mas a área externa, que utiliza a marquise do prédio, compensa.

Ali estão as mesas para casais ou grupos, incluindo uma redonda que veio de um artesão da Feira da Torre. Gostei da valorização do design local, devo dizer. Outro detalhe é o grafismo no jogo americado, que remete à disposição das quadras do Noroeste vista de cima, e na logomarca, que faz alusão às linhas e curvas de Niemeyer.

Ainda sobre o ambiente, vale ressaltar que fazem falta aqueles aquecedores de torre. Confesso que o frio atrapalhou um pouco a minha experiência. Então, se ao ler as linhas seguintes, você tiver vontade de conferir, capricha no visual invernal porque passa um ventinho gelado por ali.

A comida

A intenção da casa é oferecer uma experiência diferenciada para quem aprecia a culinária japonesa. Produtos fresquinhos são comprados dos melhores fornecedores do mercado. O menu traz iguarias como vieiras, lagosta e por vezes até o king crab, aquele caranguejo gigante. No entanto, o menu ainda carece de mais opções de peixes e cai na mesma fórmula do salmão, atum, anchova negra (que eu passo sempre) e “peixe branco” que a gente nunca sabe de cara qual é e precisa sempre perguntar aos garçons, não somente nesta casa, mas em quase todos os restaurantes japoneses da cidade.

O primeiro item oferecido no menu é o omakase. A palavra japonesa que dizer algo como “menu confiança”, em que o comensal se coloca disposto a experimentar o que o chef mandar. “A experiência Omakase do Noru desperta o quinto sentido do seu paladar, que vai além do ácido, doce, amargo e salgado”, diz o cardápio, referindo-se ao sabor umami. Para provar as 10 etapas, entre quentes e frias, o comensal paga R$ 337,81 e senta-se no balcão em frente ao chef, para conferir o preparo de cada porção.

Nesta primeira visita, no entanto, optei por itens no menu à la carte. Sim, a casa não tem o famigerado rodízio e aconselho uma boa análise da carta para compor uma refeição bacana sem gastar horrores.


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Para iniciar os trabalhos e dar uma esquentadinha, pedi o missoshiro (R$ 16,81), que é bem similar ao de outras casas, e o Edamame Spicy, soja verde japonesa cozida e servida com redução de shoyu, manteiga, limão yuzu, e finalizada com molho de pimenta Sriracha (R$ 22,81). Foi um bom passatempo, enquanto esperava o Tako Ussuzukuri, com 12 finíssimas fatias de polvo espanhol, temperado com azeite, vinagre japonês, cebolinha e sal Maldon (R$ 65,81). Achei o tempero deste bastante equilibrado e gostoso.

Já o Noru Tartar Spicy Tuna (R$ 49,81), que vem com atum em cubos com cebolinha, massago, maionese kewpie e molho de pimenta me parece carecer de um pouco mais de sabor no tempero, talvez um toque a mais de acidez. Já o elemento crocante que vem acompanhando, poderia ter um pouco mais de estrutura para servir melhor de base para o peixe. Por ser muito fina, a casquinha dissolve muito facilmente com a umidade do molho, e desmonta antes mesmo de chegar à boca.

Em seguida, fui de Shake Truffle Yuzu, com fatias de salmão selado, besuntadas com manteiga trufada e toque de limão japonês (R$ 34,81). É bom, mas senti pouco a trufa. Já a Experiência Djo vem com uma seleção de cinco peças com pescados que o chef julga os melhores do dia, recheio de arroz e diferentes ingredientes no topo de cada unidade (R$ 69,81). A minha veio com atum em duas diferentes montagens (uma com tataki do próprio peixe e outra com uma vieira) e outras três com salmão (com ovas, tataki e polvo).

Já a Experiência Niguiri, chegou à mesa com salmão, camarão, atum, vieira e lagostim (para mim o mais saboroso deles). Ah, preciso destacar o arroz. Sempre falo aqui que este elemento é tão importante para o sushi quanto o frescor do pescado. Quero dar parabéns ao chef Nishimura, porque a receita dele é bastante delicada, tanto na textura quanto no sabor. Fechei os pedidos com pedacinhos de barriga de porco grelhados com um molho bem cremoso de missô. Achei uma delícia, meio doce, meio ácido.

O menu traz ainda uma série de outros pratos, como duplas de niguiris, uramakis, djos e temakis. Nos quentes, ainda tem yakisobas, teppan e yakimeshi. Mas eu fiquei mesmo curiosa pelo omakase. Vai ser a minha pedida na próxima. Espero me surpreender.

Serviço:

Noru Sushi Lounge
Endereço: Condomínio Stylo – CLNW 10/11, Bloco B – Lojas 2 e 3 – Noroeste
Telefone: (61) 99276-0230
Funciona de quarta a domingo, das 18h às 23h
Instagram: @norusushi

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