Último post: antes de morrer, perito homenageou a esposa e as filhas

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Rio de Janeiro- A última publicação feita pelo perito assassinado na zona norte do Rio foi uma homenagem à mulher e às duas filhas. “E Deus me confiou a missão de amá-las! Feliz dia da mulher!”, diz publicação feita em 8 de março por Renato Couto, de 41 anos.

O perito papiloscopista da Polícia Civil foi morto na última sexta-feira (13/5), após uma discussão em um ferro-velho. Quatro homens, sendo três militares, foram presos suspeitos de cometer o crime.


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Nos comentários, amigos da família se solidarizaram com a família: “Rose, Deus console teu coração. Força para criar as gurias. Um abraço com muito carinho”, disse uma mulher.

Segundo as investigações, Renato foi abordado pelos militares em um ferro-velho, localizado na Praça da Bandeira, na zona norte do Rio, enquanto tentava reaver materiais que teriam sido furtados de uma obra e revendidos ao estabelecimento.

O perito foi assassinado e teve seu corpo jogado no Rio Guandu, na Baixada Fluminense. De acordo com o G1, o Globocop, da TV Globo, sobrevoava a área das buvas quando identificou um corpo preso em galhos. Os bombeiros foram acionados, recolheram o corpo, e parentes e amigos reconheceram a vítima.

O primeiro-sargento Bruno Santos de Lima, o empresário Lourival Ferreira de Lima, e os militares da Marinha Manoel Vitor Silva Soares e Daris Fidelis Motta foram presos na madrugada de domingo (15/5), acusados por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver do perito Renato Couto, de 41 anos.

O perito foi abordado pelos militares em um ferro-velho, localizado na Praça da Bandeira, na zona norte do Rio, enquanto tentava reaver materiais que teriam sido furtados de uma obra e revendidos ao estabelecimento.

Segundo as investigações, em depoimento ao qual o Extra teve acesso, o militar Bruno Santos de Lima afirmou que Renato teria ameaçado seu pai, Lourival Ferreira de Lima, dono do ferro-velho, pelo furto. De acordo com Bruno, o perito também teria pedido R$ 10 mil para o seu pai.

Durante a discussão, o militar teria atirado em uma das pernas de Renato e depois disparado duas vezes na direção de sua barriga.

O perito foi colocado pelos três militares na viatura e levado à margem do rio Guandu, onde foi arremessado. Bruno disse, em depoimento, não saber se Renato apresentava sinais vitais quando foi jogado no rio.

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