Ex-sargento acusado de matar professora em Uberlândia é transferido de presídio militar para comum

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Ex-sargento Clóvis Durade é acusado de matar professora em Uberlândia (Foto: Reprodução, TV Integração)

O ex-sargento da Polícia Militar (PM), Clóvis Durade Cândido, acusado pelo assassinato da professora Veridiana Rodrigues Carneiro, expulso da PM em julho, foi transferido nesta quinta-feira (21) do presídio militar do 17° BPM em Uberlândia para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem. A informação foi repassada pela Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap).

A nossa reportagem, o advogado de defesa do réu, Júlio Antônio Moreira, informou que foi impetrado um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais para tentar suspender a exclusão de Durade da Polícia Militar e, consequentemente, reverter sua ida para uma penitenciária comum. A defesa aguarda o julgamento da ação.

“O Durade tem problemas psicológicos e, por isso, não poderia ser excluído da PM e, sim, aposentado. A defesa aguarda o resultado dessa liminar. Se for julgada procedente, ele retorna para uma unidade prisional militar”, explicou o advogado.

De acordo com o comandante do 17º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Ailton Donisete de Souza, o réu aguardava desde julho uma vaga em ala especial destinada a ex-policiais com curso superior na penitenciária da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Veridiana namorou com Durade por cerca de um ano e ele não aceitou o fim do relacionamento (Foto: Reprodução/Facebook)

O crime em que Durade é acusado ocorreu no dia 27 de outubro de 2015, no Bairro Santa Mônica, depois que Veridiana saiu da escola onde trabalhava. As imagens de câmeras de segurança no local flagraram o policial correndo atrás da mulher e atirando várias vezes contra ela.

Treze tiros acertaram a vítima e o homem foi preso em flagrante em um bar. De acordo com a família da vítima, Veridiana e Clóvis namoraram por um ano e o homem não aceitava o fim do relacionamento.

O homem foi excluído da PM por meio de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que respondeu paralelamente ao processo criminal. O PAD foi instaurado pela corporação em Uberlândia em maio de 2016 e a comissão contou com três policiais militares. O relatório concluiu que, diante dos fatos, o policial não tinha condições de permanecer no cargo e teve parecer favorável do Comando-Geral em Belo Horizonte e do governo estadual, em última instância.

Processo criminal

A data do júri popular ainda não foi marcada e o processo de Durade na Justiça comum segue em tramitação. Em uma decisão da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais publicada em abril, o advogado conseguiu fazer com que o cliente será julgado por homicídio simples.

“Pedimos duas coisas. Que fossem retiradas as qualificadoras do homicídio ou que ele fosse absolvido, uma vez considerado semi-imputável, ou seja, estava mentalmente incapaz de premeditar o crime naquela ocasião. Esse seria mais difícil, mas, de qualquer forma, já foi uma vitória”, comentou o advogado.

Caso seja condenado, o ex-policial poderá pegar pena de, no mínimo, seis anos de reclusão, abatendo-se o período em que ficou no presídio militar do 17° BPM.

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