Prefeitura de Divinópolis faz prestação de contas com plenário da Câmara de Vereadores vazio

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Com o plenário vazio, a Prefeitura apresentou a prestação de contas (Foto: Reprodução/TV Integração)

Na tarde desta sexta-feira (29), a Prefeitura de Divinópolis apresentou, no plenário da Câmara, as contas referentes ao segundo quadrimestre de 2017. Dos 17 vereadores, 10 estavam presentes e ninguém da população compareceu.

A Lei de Responsabilidade Fiscal exige a apresentação da arrecadação e dos gastos do poder Executivo. Segundo o diretor contábil da Prefeitura, Agilson Emerson, esta é uma oportunidade para os esclarecimentos, mas não há espaço para julgamento das despesas do município.

“No segundo quadrimestre temos uma visão mais complicada no que diz respeito a captação de receita e aplicação de despesa. Temos despesas que são continuadas, como contratos, além da nossa folha de pagamento, incluindo o aumento expressivo que tivemos na contribuição para o Diviprev”, destacou.

Membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Câmara, o vereador Zé Luiz da Farmácia, afima ter dúvida sobre a prestação de contas. “Eu ainda tenho um pouco de dúvida. Aqui mostra no papel, é só um gráfico, não temos subsídios concretos”.

O vereador ainda apresenta preocupação com as finanças do Executivo. “O município está a beira de um abismo, falta muito pouco para cair em um grande calabouço. A Prefeitura está quebrada e da forma como está, não vai ter condições, inclusive o salário do mês de novembro está ficando em uma situação caótica, tem o 13º e a perspectiva de arrecadação é menor. Questionei se não seria melhor enxugar a máquina administrativa que está só engordando”.

A preocupação é compartilhada pela vereadora Janete Aparecida. “O governo atual já herdou uma dívida muito grande de salários atrasados para colocar em dia, automaticamente, este déficit vai aparecer com certeza no final do ano, onde temos uma arrecadação menor. A despesa não diminui, pelo contrário, tem o 13º salário. Precisamos saber como vai ficar esta situação, se o governo vai conseguir pagar estas dívidas. A minha orientação é fazer o máximo de corte de despesa, cortar o máximo possível, principalmente dentro das secretarias, do papel até os cargos”, finalizou.

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