Ser policial está no sangue, diz investigadora que se destaca em município do Norte de Minas

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Ayana está há quase dois anos na Polícia Civil (Foto: Vanessa Lima/Reprodução G1)

“Na verdade, acho que a profissão me escolheu”. Esta afirmação é da policial civil, Ayana Alves, de 33 anos. Ela trabalha em Jaíba, no Norte de Minas, cidade com histórico de crimes violentos – em 2016 foram registrados 27 homicídios, e neste ano, de janeiro a junho, 16 mortes, segundo dados da Secretaria de Estado e Defesa e Social.

Ayana tem menos de dois anos de trabalho na Polícia Civil, mas já recebeu o reconhecimento da Assembleia Legislativa de Minas Gerais devido aos resultados em ocorrências na região.

“Demorei em atentar para um chamado que tenho em vida, ser policial está no sangue. Na minha casa todo mundo é polícia – meu pai é tenente, meu esposo cabo da PM, minha irmã cabo da PM e o esposo dela é soldado dos bombeiros”.

Ayana está há quase dois anos na Polícia Civil (Foto: Vanessa Lima/Reprodução G1)

Sempre charmosa, a investigadora afirma nunca ter sofrido algum tipo de assédio ou até mesmo represália durante o trabalho. “Como policial feminina, e também por ser nova na instituição, nunca me senti preterida ou qualquer outro tipo de indiferença pelos meus colegas. Muito pelo contrário, desde que entrei encontrei pessoas dispostas a me ajudar e abertas para receber o que eu poderia passar a elas”.

Mãe de dois filhos, de 3 e 12 anos, Ayana confessa ser tímida, mas atenta aos cuidados da beleza, porém, dispensa a atenção total quando o foco está voltado à profissão.

“Sou vaidosa, gosto de me arrumar, gosto de estar bem comigo mesma. Para trabalhar, não sigo muito ritual de beleza não, uso bastante protetor solar e batom”.

A investigadora é exigente com os resultados das ocorrências. “Amo a instituição em que escolhi, estou aqui porque gosto e quero, não apenas por uma oportunidade de emprego ou estabilidade profissional”.

Bacharela em Direito, Ayana afirma que o sonho é seguir carreira na Polícia Civil.

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