Suspeito de mandar matar o sogro por R$ 1 mil é preso pela Polícia no Leste de Minas

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As investigações estão sendo comandadas pelo delegado Rodrigo Cavassoni. O inquérito policial que investiga um assassinato ocorrido em 23 de junho de 2016, na zona rural de Pingo D’Água, já está em fase de conclusão. Ontem (09/10), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu o investigado Ciro Inácio Machado, de 27 anos, apontado como suspeito de ser o mandante da morte do próprio sogro, executado a tiros.
O delegado informou que, no decorrer das investigações, a a Polícia Civil chegou a dois nomes e concluiu que foi um crime de mando. “Ou seja, alguém contratou um executor. Ao longo das investigações nós chegamos ao Ciro, que é genro da vítima. A motivação do crime é uma briga familiar. Houve uma briga entre o Waldevino e a filha dele, esposa de Ciro”, disse Cavassoni.
O corpo do produtor rural Waldevino Caetano de Oliveira Filho, de 53 anos, que era natural de Bom Jesus do Galho, foi encontrado caído às margens de uma estrada vicinal dentro da propriedade da vítima, próximo à residência onde morava. A vítima foi achada morta com um capacete na cabeça no meio do mato atrás de uma árvore e estava a dez metros da motocicleta dela.
“Eles moravam na mesma propriedade época. Foi uma briga tão intensa que ele se mudou para outra propriedade. A partir daí, o Ciro contratou Ernando Martins, que hoje já se encontra preso e que foi o executor do crime. A princípio, a contratação seria por R$ 1 mil e a promessa do Ciro para o Ernando era a de que a vítima no dia do fato estaria com grande quantidade em dinheiro. Porque ela foi até a cidade Pingo D’Água para receber um acerto de leite, porque era fazendeira. Então, no dia, teria recebido esse dinheiro. Porém, não estava. Ela tinha apenas R$ 75,00 na carteira, fato que até gerou indignação no Ernando”, disse o delegado.
O investigado Ernando Martins da Silva, de 36 anos, suspeito de ser o executor do assassinato do produtor rural já se encontra preso preventivamente há alguns meses. O suspeito Ciro foi preso após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. Ele foi preso no local de trabalho dele em Pingo D’Água, cortando eucalipto. Com a chegada da Polícia Civil, ele teria dispensado algo no meio do mato e ao ser abordado não apresentou nenhuma reação, porém, havia quatro munições no bolso da calça dele. “A arma não foi localizada infelizmente e que poderia ser até do homicídio, que é de calibre 32”, completou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, Ciro vai responder pelo crime de homicídio duplamente qualificado e também foi autuado em flagrante por porte ilegal de munição.

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