Aumento do Bolsa Família está em estudo, diz ministro do Planejamento

Segundo Esteves Colnago, um reajuste para repor a inflação de 2017, de 2,95%, teria custo de R$ 1 bilhão

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O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse nesta segunda-feira (16) que o governo ainda está avaliando o reajuste do Bolsa Família neste ano. Colnago falou sobre o assunto após anúncio de revisão de benefícios sociais.

Há menos de uma semana, o novo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, havia afirmado que o reajuste do programa ainda não estava definido, mas que poderia ser anunciado neste mês ou em maio.

“As propostas estão colocadas, há uma discussão ainda dentro do governo para definição dos percentuais, da forma de fazer esse reajuste e acredito que ainda em abril ou maio teremos essa definição e o anúncio do reajuste do Bolsa”, disse na ocasião.

O antecessor Osmar Terra chegou a dizer que o reajuste seria anunciado em março, o que acabou não ocorrendo. Beltrame acrescentou que o governo pensa em um reajuste maior que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial.

Durante o Fórum Econômico Mundial para a América Latina, em meados de março, o presidente Michel Temer admitiu que o benefício registraria alta em breve.

Em 2017, o governo não reajustou o Bolsa Família. O presidente queria conceder um aumento de 4,6% como uma maneira de diminuir a sua rejeição, mas a área econômica avaliou que, em meio à crise financeira, não havia espaço orçamentário. O impacto do reajuste seria de R$ 800 milhões.

O último reajuste do Bolsa Família foi de 12,5%, concedido em meados de 2016, logo após a posse do presidente Temer.

O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

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